OPINIÃO: Acadêmica Irene Rucinski

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Atualizado há 10 anos

Este é um momento em que me sinto honrada e, ao mesmo tempo, triste. Honrada por prestar uma breve homenagem, em nome da Academia de Letras do Vale do Iguaçu, à nossa querida confreira Irene Rucinski, e triste porque ela partiu para junto ao Pai Celestial, deixando saudades e uma lacuna em nosso meio acadêmico.

Gostaria de ser poeta para escrever lindas palavras e, quem sabe, uma poesia de forma tão bela como ela o fez tantas e tantas vezes. Podemos dizer que Irene foi muitas pessoas em uma só: mulher professora, mulher poetisa, escritora, pesquisadora, família, amiga generosa, sempre pronta a auxiliar quem necessitasse dos seus préstimos.

Amante das Letras, desde cedo mostrou seu talento na arte de escrever. Graduou-se em Letras na Faculdade Estadual de Filosofia Ciências e Letras de União da Vitória – nossa querida Fafi, hoje Campus da Unespar e especializou-se em Português Vernáculo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Foi professora no Colégio Balduíno Cardoso, no Colégio Estadual Cel. Cid Gonzaga, na Escola Regimental do 5º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado, em Porto União, sempre ensinando com amor e responsabilidade.

Membro fundador da Academia de Letras do Vale do Iguaçu, ocupante da Cadeira n.º 16, tendo como Patrono Alvir Riesemberg, eminente médico e historiador de nossas cidades. Membro também da Academia de Cultura de Curitiba e da Academia de Cultura Precursora da Expressão – Acupre.

Autora do livro de poemas Segredos. Colaborou na Coletânea Prismas do Prof. Nelson Sicuro, e na Antologia Polono-Brasileira do escritor Francisco Filipak. Autora também do Livro Campanha do Contestado: no portal do Paraíso (em 2009). Escreveu, para várias revistas e jornais, contos, poemas, causos e histórias.

Muito mais teria a falar sobre a nossa amiga e confreira, mas prefiro encerrar com a leitura de um poema escrito por ela:

Irmãs Gêmeas

Compartilhar o mesmo coração,

É todo dia sorrir para a vida

É colher alegrias.

É olhar-se no espelho da alma e sentir no retrato

Os traços firmes do pai,

E os traços suaves da mãe.

É olhar-se no espelho fraterno

É reconhecer a beleza da vida

Multiplicada

Tempos de ouro, tempos de brilhante,

Construídos no testemunho

Da vida compartilhada.

Tantos caminhos andados

Muitos sonhos sonhados

Os pais, os irmãos, os filhos

Amigos, encontrados e passados

Outros ainda por vir

Sentir     Ser feliz     Amar

E por fim, agradecer

O retrato infinito,

Revelando os traços da sorte.

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