DEDICA: Protagonismo do jovem é tema de encontro

Em sua quinta ação, projeto reúne educadores para mesa de debate. Nela, autoridades do TJ e do MP do Paraná

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Atualizado há 10 anos

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(Foto: Mariana Honesko).

Equilibrar os direitos e deveres da juventude, embora soe difícil, é possível. Essa foi uma das garantias provadas e discutidas pelos integrantes da mesa de debate do projeto Dedica. Ontem o quinto encontro lotou o auditório Edson Aires, na Uniguaçu. De novo, professores, educadores e profissionais da região ligados ao cuidado dos menores estiveram reunidos. Em pauta “Educação, Cidadania e Protagonismo Juvenil”.

O Dedica estreou em maio. Ele é uma aliança da Vara da Infância e Juventude, do Ministério Público e do Núcleo Regional da Educação, ambos, de União da Vitória. Nasceu com a intenção de ampliar na sociedade o conhecimento sobre a defesa dos diretos da criança e do adolescente. Funciona como um multiplicador de ideias. Até agora, tem dado certo.

Atores

A posição do jovem como ator é uma simbologia, mas, funciona bem. Os baixinhos, até algumas gerações atrás excluídos das rodas de conversa, deixados por último ou até tendo seus sentimentos menosprezados, saem da posição de coadjuvante para ocupar o papel de estrela. Não que terão mais privilégios, antes, oportunidades.

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Além das autoridades do MP e do TJPR, integraram a mesa de debates os promotores e juízes de União da Vitória

“Entendo o protagonismo como o fato de você oportunizar à criança e ao adolescente, serem protagonistas de uma mudança social e isso só acontece quando se dá oportunidade. Quem é excluído, não é protagonista”, defendeu o desembargador Fernando Wolff Bodziak, 2º Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR). Ele compôs a mesa de debates no encontro de ontem. “Penso que as grandes estruturas são a escola e a família. O investimento tem que acontecer nestes ambientes, onde tudo começa a ser construído. Um País que olha para este grupo tende a alcançar índices de crescimento e de inclusão social”, completou. Para o desembargador, as oportunidades de crescimento vêm do ambiente privado, mas principalmente do público.

O Juiz de Direito Auxiliar da 2º Vice-Presidência do TJPR entende que o protagonismo coloca realmente o jovem como ator nas áreas em que ele é o assunto. “É uma abordagem recente, mas que ajuda muito. A criança antes era vista como partícipe do debate, mas sem ser protagonista. Agora é olhar do destinatário”, avalia Fábio Ribeiro Brandão.

O promotor de Justiça do MP do Paraná também participou da mesa de debate. Ele elogiou o evento, o trabalho feito na Comarca e mostrou um pouquinho do que vem por aí. Trouxe, por exemplo, o projeto João Cidadão, lançado em Brasília e que em breve vem para o Sul do País. “Este assunto é longo, precisa ainda de muito debate, mas quando estas forças se unem, este elo mais vulnerável tem mais garantia”, sorriu Eduardo Augusto de Salomão Cambi.

Próximos encontros

11 de outubro

8 de novembro

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