
Embora as entidades de classe ligadas ao comércio e as sondagens entre os consumidores ainda não tenham divulgado números sobre a expectativa de compras para o Dia das Crianças, no Vale do Iguaçu a espera é por um 12 de outubro acima da média. Por isso, especialmente as lojas de brinquedos e roupas continuam recebendo as remessas dos pedidos feitos.
A certeza é de que no dia dos baixinhos, muita coisa bonita vai decorar as vitrines locais. Na Ótima, por exemplo, o investimento foi, além dos brinquedos, nos setores de roupas e calçados. “No caso desta data, a crise econômica não afeta porque criança não tem como não presentear”, explica a gerente da loja, Simone Siqueira. Até dia 12, mais duas cargas de brinquedos devem ser entregues ali. Otimismo em alta é o que tem também a direção da Brincadeira de Papel. “A gente espera uma venda igual ao ano passado: não teremos queda ou aumento significativo, mas deve ser bom”, sinaliza a empresária, Silvia Ferreira de Souza Vogel. Na loja, onde os preços variam de R$ 5 a R$ 500, as novidades em brinquedos vêm chegando desde a metade de agosto, para meninos e meninas. “E bebes também. Não podemos esquecer deles”, sorri.
O Dia das Crianças é a última data comemorativa antes do Natal, e funciona como uma tendência para as vendas do final de ano.
Em 2015, não foi bom
Conforme os indicadores econômicos, o comércio varejista registrou o pior resultado dos últimos seis anos nas vendas relativas ao Dia das Crianças no ano passado. As informações são do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas.
Segundo as entidades, as consultas para vendas a prazo caíram 8,95% na semana do Dia das Crianças, entre os dias 5 e 11 de outubro, em relação ao mesmo período do ano passado. Com o resultado de 2015, o recuo acumulado nos últimos dois anos já chega a 10,32%.