OCUPAÇÃO: Alunos continuam no Colégio São Cristóvão

Ocupação é por tempo indeterminado, garante UMES. Movimento poderá seguir junto com a greve dos professores no próximo dia 17

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Atualizado há 10 anos

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(Foto: Bruna Kobus).

A ocupação do Colégio São Cristóvão, em União da Vitória, entrou ontem no seu terceiro dia. Os alunos que apoiam a movimentação somavam até a noite de terça-feira, 10, pouco mais de 300. No primeiro dia da ocupação duas reuniões entre direção, Conselho Tutelar, Núcleo Regional de Educação, Promotoria e Patrulha Escolar junto dos alunos, foram realizadas. Numa delas ficou decidido que para legitimar o ato a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) deveria coletar assinaturas da maioria dos alunos do Colégio em apoio ao movimento, além de registrar a autorização de pais ou responsáveis para participar da ocupação, já que boa parte dos organizadores são menores de 16 anos.

Na noite de terça-feira, 11, o Promotor de Justiça de União da Vitória, Júlio Ribeiro de Campos Neto, participou de mais uma reunião com os ocupantes. A ideia foi deliberar os próximos passos do ato e orientar, mais uma vez, sobre a legitimidade da ocupação.

A direção do Colégio, contudo, suspendeu as aulas desde segunda-feira, quando a ocupação teve início. Segundo a diretora Sara Corrêa, nem todo o quadro de professores está à favor do movimento, muito menos a direção. “Os alunos que estão aqui, a maioria deles, não são alunos nossos, estão se aproveitando do movimento, usando isso de uma forma partidária de crítica ao governo e não buscando o direito dos alunos. Segundo ponto, nós queremos manter a integridade do prédio, vamos cuidar para não acabar sendo vandalizado”, disse em entrevista ao O Comércio.

Já a organização do movimento alega que a ocupação irá continuar e as aulas não serão proibidas pelos ocupantes, pelo contrário, a intenção é realizar um cronograma de atividades, rodas de debate e aulas num modelo diferente e mais convidativo até o final da ocupação. Para a saída da escola ainda não há data definida, muito menos uma proposta. Conforme a organização os alunos tiveram os dois primeiros dias para fortalecer o movimento, a partir de então as atividades começaram a ser decididas.

Uma síntese de reinvindicações contra a medida provisória da mudança do ensino médio e a PEC que congela os gastos públicos pelas próximas décadas será formulada e encaminhada para os órgãos competentes para que o documento chegue até os responsáveis por alguma mudança. A possibilidade de reintegração de posse também não altera a continuidade da ocupação.

Um dos ocupantes afirma que o movimento irá continuar e seguir com a greve dos professores da Rede Pública Estadual do Paraná, que foi deliberada em assembleia. A previsão do início da greve é para o dia 17.

Organização

O movimento está dividido em quatro setores: o da comunicação, limpeza, segurança e da segurança. Ainda no segundo dia da ocupação os alunos cozinharam na escola. Eles receberam doações de alimentos e estão dormindo nas salas de aula. Um fogão foi doado por um vizinho do Colégio, para auxiliar no preparo das refeições. Assinaturas também estão sendo coletadas pelo bairro, para compor o movimento.

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