AIDS: Maioria de casos é registrada em União da Vitória e São Mateus do Sul

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Atualizado há 10 anos

IMG_0735No começo do mês o Ministério da Saúde anunciou um novo antirretroviral no tratamento de pacientes que vivem com HIV no Brasil. O Dolutegravir vai ser distribuído para cerca de 100 mil pacientes da Rede Pública a partir do próximo ano.

Inicialmente, o Dolutegravir será ofertado a todos os pacientes do SUS que estão começando o tratamento e também a pacientes que apresentam resistência a antirretrovirais mais antigos. De acordo com o Ministério, o medicamento será incluído ao novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Manejo da Infecção do HIV, que deve ser atualizado ainda este ano.

Hoje o esquema de tratamento das pessoas que vivem com HIV, na fase inicial, é composto pelos medicamentos Tenofovir, Lamivudina e Efavirenz, conhecido como 3 em 1. A partir do próximo ano, o Dolutegravir associado ao 2 em 1 (Tenofovir e Lamivudina) será indicado no lugar do Efavirenz.

Segundo a coordenadora do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Adele Benzaken, o Dolutegravir apresenta um nível muito baixo de efeitos adversos, aspecto considerado bastante importante para a adesão e o sucesso do tratamento contra o HIV. “O acesso a medicamentos que trazem qualidade de vida faz com que as pessoas passem a utilizar a terapia antirretroviral e a viverem mais”, explicou.

Há diferença, e quase ninguém sabe

Por aqui conforme dados da 6ª Regional de Saúde foram registrados 99 casos de Aids entre 2010 e 2016. Nesse período foram 50 casos de HIV. Isso quer dizer que ser portador do vírus HIV é diferente de ter Aids. Aids, na sigla traduzida do inglês, significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. A doença se manifesta após a infecção do organismo humano pelo HIV, ou Vírus da Imunodeficiência Humana, também traduzido da sigla em inglês.

Imunodeficiência é uma inabilidade do sistema de defesa do organismo para se proteger contra micro-organismos invasores, como o vírus HIV. A Aids não é causada espontaneamente, mas por um fator externo (a infecção pelo HIV). O Vírus da Imunodeficiência Adquirida é o vírus causador da Aids. Ao entrar no organismo humano, ele se instala nas células do sistema imunológico, responsáveis pela defesa do corpo. As células mais atingidas pelo HIV são os linfócitos CD4+, justamente aquelas que comandam a resposta específica do corpo diante de agentes como vírus e bactérias.

Instalado dentro das células, o vírus consegue se multiplicar e se espalhar pela corrente sanguínea, contaminando outras células. Com a defesa do corpo prejudicada pelo vírus, a pessoa infectada fica sujeita ao aparecimento de vários tipos de doença.

Já o HIV pode levar vários anos dentro de um organismo antes de aparecerem os primeiros sintomas. Isso depende do estado de saúde da pessoa, principalmente. Por isso, ser portador do vírus HIV é diferente de ter Aids.

Em números

Ainda na 6ª RS a faixa etária mais acometida é sempre entre adultos jovens dos 20 a 39 anos, com a notificação compulsória do HIV. A detecção precoce apresenta aumento do número de casos de HIV nas populações mais jovens, como os adolescentes.

Ainda conforme os dados os casos de Aids por faixa etária são mais comuns entre pessoas de 30 a 39 anos, seguida das de 20 a 29 anos. No primeiro grupo são 20 casos, maioria homens. No segundo 17 casos, também maioria de homens.

Os casos de HIV por faixa etária acometem mais os mesmos grupos. Dos 30 a 39 anos são 17 casos, de 20 a 29 com 12 casos. Nos dois grupos a maioria é homem.

Mesmo com tantos casos a Regional não observa um aumento significativo de registros com relação ao ano passado. “Embora o aumento nos últimos anos ocorra devido a detecção precoce (acesso ao diagnóstico) e notificação compulsória do HIV, falta de prevenção, não uso de preservativo”, alerta o Setor de Epidemiologia.

Desde o começo da epidemia, o Brasil registrou 798.366 casos de Aids, no período de 1980 a junho de 2015. No período de 2010 a 2014, o Brasil registrou 40,6 mil novos casos ao ano, em média. Em relação à mortalidade, houve uma redução de 10,9% nos últimos anos, passando de 6,4 óbitos por ano por 100 mil habitantes em 2003 para 5,7 em 2014.

Sífilis

Com casos de HIV é fato que a população jovem adulta do Vale do Iguaçu não toma tanto cuidado quanto deveria na hora da relação sexual. Cenário comprovado com o aumento dos casos de Sífilis. Desde 2010 foram registrados na Regional 14 casos. Contudo, somente neste ano, até agora, foram 8 casos. Desse número 3 são em União da Vitória. Entre as gestantes são 51 casos de Sífilis, 21 somente neste ano.

Por cidade

A 6ª RS é composta por nove cidades. Nelas, há seis anos é registrado casos de HIV ou Aids. As que mais sofrem com a doença são São Mateus do Sul e União da Vitória. Na primeira foram identificados 20 casos até hoje de Aids e outros 9 de HIV. Já em União foram 54 casos de Aids e 37 de HIV.

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