DIA DAS BRUXAS: Quanto mais MEDO, melhor

Nas escolas de idiomas e nas lojas do Vale do Iguaçu o dia 31 já é comemorado

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Atualizado há 10 anos

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Vitrines apostam no terror: criatividade para dar arrepio. (Fotos: Mariana Honesko).

Embora seja uma festa tipicamente americana, no Vale do Iguaçu o Dia das Bruxas também tem empolgado. E, se anima quem gosta da festa celebrada no último dia deste mês, é sinal de fôlego para as casas que comercializam artigos para brindar o evento.

É o caso, por exemplo, da Show Festa. A loja é uma das referências na região por oferecer uma linha completa de acessórios e fantasias. Para a data, a loja está “macabra”, cheia de teia de aranha, crânios, esqueletos, sangue. Tudo para agradar quem curte o terror. “Para nós que trabalhamos com festa, o Halloween está entre as três melhores datas”, comenta o gerente Sócrates Flenick. Carnaval e o Natal estão na ponta do ranking. Conforme Flenick, mesmo com a crise, o Dia das Bruxas vem com tudo. Até bonecos maiores – e mais caros – já foram vendidos. Na terrinha, estes adereços vão decorar lojas, clubes e até faculdades, onde festas temáticas acontecem. “E se eu te contar que estamos vendendo desde o começo de setembro?”, sorri, confiante, o gerente.

Os lojistas também estão apostando no medo. No Vale do Iguaçu ainda falta muito para ser unanimidade, mas a decoração, por exemplo, de quem acredita na data e nas vendas dela, aparece bastante criativa neste ano. O comércio de roupas e calçados explora as cores do Dia das Bruxas – especialmente o laranja e o preto – para colocar à mostra os produtos da mesma cor que está lá dentro, nas prateleiras. E claro, tudo temperado com a magia do espírito festivo.

Em União da Vitória, a loja Zipperer inovou ainda mais. A empresa, buscando uma identicidade própria, usa o Halloween deste ano para estimular a imaginação e aguçar a curiosidade. Por isso, a produção une moda, decoração e história de terror, publicada no endereço eletrônico da loja.

IMG_9636Quem acessa, fica preso à narração cheia de mistério da fictícia lenda de Victor Cordel, um polêmico e sinistro jovem, dono de um gosto distinto pela moda e com sede de sangue. “Como um bom Halloween significa uma boa história de terror, a gente criou uma lenda, que fosse relacionada a cidade e pegasse um pouco do estilo”, conta o diretor da loja, Marcelo Rosário da Silva. O desfecho da história só é conhecido pessoalmente: basta ir até a loja da Professor Cleto e visitar a vitrine.

Um comercial, cujo protagonista é Cordel, também pode ser visto no cinema da Havan. “E para esta semana estamos pensando em outras atividades, inclusive contando com a presença do Victor Cordel”, antecipa Marcelo. Sim, um ator, que deu vida ao personagem, deve fazer aparições inusitadas e até um certo vandalismo na loja que o “pariu”.

Onde se fala inglês

Nas escolas de idiomas, o Dia das Bruxas tem mais força e no Vale todas, sem exceção, vão comemorar a data. Na Centrus, por exemplo, a escola prepara decoração especial e gincana para os alunos. Por lá, nesta semana, quem faz cursinho pôde ir fantasiado e no dia 31, segunda, também. Na Wizard, a festa foi antecipada e aconteceu ontem. Por lá rolou concurso da melhor fantasia, lanchinhos temáticos e, para não perder o cunho pedagógico, brincadeiras com conversação em inglês.

Na ALL, embora as atividades sejam apenas para os alunos, a escola fica aberta para visitação da comunidade. Tem decoração e para os matriculados, já tem, há uma semana, brincadeiras e jogos voltados à comemoração da data. Na Oxon, a festa tradicional, grande e para todos os alunos da escola, foi dividida. Serão, de acordo com a direção, quatro dias de movimentação. A mudança prevê um atendimento melhor e mais direcionado para as diferentes faixas etárias. Os professores irão dar suas aulas caracterizados; os alunos, vão assistir também assim. A direção garante que, embora seja um evento recreativo, haverá interação pedagógica, onde o vocabulário continua em teste. Na Inter, vai ter gincana, para todos.

E assim, que venha mais um Dia das Bruxas. Com muito susto, obrigada.

Halloween

IMG_9643A tradição tem cerca de três mil anos, começou com os povos Celtas e hoje é celebrada no dia 31. No entanto, o nome original da data, usado por esses povos, era “Samhain”. A palavra “Halloween” foi adaptada ao longo do tempo, por conta do Dia de todos os Santos, comemorado em 1º de novembro, que em inglês significa “All Hallows Eve”, cuja abreviação se tornou Halloween. As informações são do site, Personare.

A prática de se fantasiar nessa data se deu justamente pela crença que os celtas tinham neste dia especial. Esses povos afirmavam que na noite do dia 31 de outubro, o véu que cobre o mundo astral e a Terra deixava de existir exatamente à meia noite. Para se proteger de possíveis perigos, os celtas se cobriam com peles de bichos e máscaras de deuses para não serem reconhecidos por espíritos ruins, já que neste momento eles teriam mais facilidade de fazer “travessuras” com os seres da Terra. Essa prática, então, começou a ser adotada e é perpetuada até hoje, por meio das fantasias usadas no dia de Halloween.

A prática de oferecer doces no Halloween, que costuma ser mais presente na América do Norte, na qual as crianças batem de porta em porta e dizem: “Gostosuras ou Travessuras?”, também tem origem no Samhain. Nessa data, as mães e mulheres celtas preparavam um doce chamado “bolo das almas” e davam para as crianças, em troca de orações para algum ente querido já falecido, com o intuito de oferecer luz para quem se foi. Essa prática foi então adaptada pelos cristãos para o Dia de Finados, comemorado logo após o Samhain. No Dia dos Mortos, as pessoas costumam visitar os túmulos de entes queridos e, ao invés de oferecem bolos para crianças, levam flores para quem se foi.

Curioso?

Para saber mais sobre a lenda do Victor Cordel, basta acessar o site www.zippererclub.com.br/victorcordel.

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