UNESPAR: Após 41 dias, termina movimento de ocupação no campus local

Assembleia decide pelo encerramento do manifesto iniciado em outubro. Ontem foi dia de “faxina”

·
Atualizado há 10 anos

unespar-desocupaXXXXo-uniaodavitoriaXX1X
(Foto: Mariana Honesko).

Terminou oficialmente na noite desta quinta-feira, 24, o movimento de ocupação no campus de União da Vitória da Unespar. A decisão foi comunicada durante assembleia entre os manifestantes, realizada no salão nobre da Instituição, embora essa possibilidade já era desenhada desde terça, 22. “A parte que nos cabia fazer, que era possível fazer, fizemos. Saímos de cabeça erguida, com orgulho, sem uma reintegração de posse, sem pressão da direção, para não ferir a legitimidade do movimento”, disse a porta-voz do movimento, a estudante de Letras, Janaína Michels.

O movimento agora passa a se chamar “13 de Outubro”, uma referência ao dia em que o campus de União foi ocupado. Mesmo com a desocupação, os protestos devem continuar. “Almejando a participação dos alunos para ir para a rua, para a câmara”, convida Janaína.

A ocupação dos estudantes foi um protesto à Proposta de Emenda à Constituição 241, bem como à medida provisória que prevê mudanças no Ensino Médio. A situação financeira do próprio campus endossou a pauta.

Dia de mudança e volta às aulas

Ontem, durante todo o dia, os estudantes ocupados cuidavam da arrumação do prédio. No campus, especialmente a ala do piso superior foi usada por eles. A ocupação foi completa: os manifestantes dormiam, tomavam banho e faziam suas refeições no campus. Ontem colchões ocupavam os corredores durante a limpeza das salas.

unespar-desocupaXXXXo-uniaodavitoriaXX3X
Sanches e o campus: movimento terminou depois do tempo previsto, mas sem necessidade de intervenção

O escritório do diretor, Valderlei Sanches, não foi ocupado. Ontem, assim como durante a maior parte do tempo de duração do movimento, ele esteve na Instituição, acompanhou a limpeza e saída dos estudantes e aguardava o “ok”, para, finalmente, continuar com o trabalho.

Conforme Sanches, que faz questão de deixar claro que não apoiou o movimento, as aulas voltam ao normal já na segunda-feira, 28, e seguem assim, até o dia 23 de dezembro. O calendário de reposição deve ser definido na próxima semana. Desde já, contudo, é possível prever que parte das férias de janeiro e de julho serão usadas para o processo e que, por conta dele, o ano letivo de 2017 deve começar apenas no final de março. “Todas as aulas serão repostas, tanto da ocupação quanto da greve dos professores”, afirma o diretor.

Somando todo este período, foram 41 dias sem aula, um prejuízo que agora deve ser recompensado. Durante a ocupação, apenas serviços essenciais estiveram em funcionamento. Mais recentemente, por conta da duração já extensa dela, os funcionários voltaram ao trabalho. “Temos prazos, datas, contratos. Não tinha mais como segurar”, justifica o diretor. Até ontem, contudo, apenas os professores não haviam iniciado o trabalho. A partir de segunda, é vida que segue.

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!