Mulher finge sequestro e aplica golpe de R$ 12 mil pela internet

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Atualizado há 10 anos

Uma moradora de Londrina, no Norte do Paraná, foi presa depois de inventar um sequestro e causar um prejuízo de R$ 12 mil a um curitibano. O caso foi solucionado por policiais civis do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), no último fim de semana.

A história começou com um contato por meio de rede social, onde a vítima e a estelionatária começaram a conversar.  Depois de um único encontro pessoal,  a mulher fingiu ter sido sequestrada para extorquir o homem. A troca de mensagens entre eles durou cinco meses.

O curitibano, de 38 anos, contou à polícia ter conhecido uma moça de Londrina, que usou o nome falso de Ana Clara, em uma rede social. Após dias de bate papo via internet, ele convidou a mulher para vir a capital paranaense, pagando suas despesas de viagem. Essa foi a única oportunidade em que mantiveram contato pessoal.

Depois disso, continuaram a conversar pelas redes sociais  e, em determinado momento, Ana Clara pediu ajuda, dizendo ter sido sequestrada e solicitando que ele fizesse depósitos em dinheiro, em conta que teria sido fornecida pelos sequestradores. Por dias, o homem fez depósitos, totalizando R$ 12 mil.

Como a “sequestrada” não era libertada, o homem acionou o Tigre – unidade de elite da Polícia Civil especializada em Antissequestro. Em menos de 24 horas, os policiais apuraram que o perfil de Ana Clara nas redes sociais era falso, bem como o nome fornecido. Ana Clara na verdade é Cláudia Picoloto Ferreira.

O Tigre descobriu ainda ela deu dinheiro para uma terceira pessoa vir a Curitiba se apresentar para a vítima, bem como usava a fotografia desta pessoa nas redes sociais. A polícia trabalha agora para identificar ela e outros possíveis envolvidos com o crime.

Ao final das investigações foi possível prender Cláudia Picoloto Ferreira em casa, no bairro Ernani Moura, na cidade de Londrina, onde foram também apreendidos 109 cartuchos de munição calibre 9mm, vários documentos falsos, telefones celulares utilizados para fazer contato com a vítima e parte do dinheiro obtido pela criminosa.

O Grupo Tigre investiga os indícios de que outras vítimas foram atraídas pelo mesmo modus operandi.

Matéria Portal Banda B

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