População quer de volta o parque Ambiental

Parque sofre com o descaso e abandono

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Atualizado há 10 anos

PARQUEX01Um dos mais importantes cartões postais e símbolo do turismo ecológico, o Parque Ambiental Ary Queiroz, em União da Vitória está abandonado, fruto do descaso e falta de auto estima de uma cidade. A reportagem do Portal VVale atendeu o chamado de muitos internautas, fãs daquele fantástico espaço e documentou o estado deplorável de um endereço que deveria estar sendo usado como praça esportiva, ponto de lazer e cenário de belas pescarias.

Por falta de atenção. o vandalismo tomou conta do local. É possível encontrar restos de fogueiras de lixo doméstico queimado, quiosques destruídos e o mato que praticamente fechou a estradinha por onde se poderia passar de carro pelo interior do parque.

O local, que já foi usado para competição de moto aquática, sediando inclusive etapa do Paranaense e brasileiro, está pedindo socorro. Em situação de abandono, serve para encontros amorosos furtivos, consumo de drogas e até pequenos assaltos. Os monumentos do parque linear, também estão abandonados. Os que estão no meio do mato, precisam de manutenção. Os que não estão no mato, sofrem com a ação marginal. A última vez que o Parque Ary Queiroz sediou algo, foi no festival de verão de 2014. De lá para cá, o local foi esquecido.

Parque Linear

Em março de 2014, durante as comemorações dos 124 anos de União da Vitória, a Companhia Paranaense de Energia (Copel), deu o pontapé no início da implantação do Parque Linear, na orla do Rio Iguaçu. O parque deveria receber investimentos de R$ 6 milhões. As obras, no papel, deveriam envolver um circuito amplo, que começa no popular vau do Iguaçu, na Ponte Domício Scaramella, e termina no Bairro São Bernardo. O Parque Ambiental seria apenas um dos pontos que o novo projeto vai abraçar. Ao longo do trajeto, estavam previstas pistas de skate, parques infantis, piers, pontes, sanitários e postos policiais.

O projeto, desenhado pelo engenheiro civil Klaus Pipper, e pela urbanista Carla Pipper, de Curitiba, previa a divisão do Caminhos do Iguaçu em seis setores. Toda a estrutura estaria preparada para “resistir às enchentes, inclusive”, lembra o secretário. Madeira e elementos mais rústicos, portanto, serão a principal matéria-prima utilizada pelos engenheiros. Mas a obra nunca terminou. Faltou dinheiro. Enquanto esperam o Parque Linear, a população fica agradecida se a administração pública devolver a glória do Parque Ambiental.

 

 

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