Caçador prepara aeroporto para aviação comercial

Expectativa é de que o aeroporto entre em fase operacional a partir de junho

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Atualizado há 10 anos

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Aeroporto de Caçador estará operando até junho. (Foto: Divulgação/ prefeitura Caçador).

É o sonho de qualquer cidade de porte médio. Caçador, no meio oeste catarinense, se prepara para estar no seleto grupo de aeroportos regionais a dispor de vôos comerciais. A administração pública está vencendo uma a uma as barreiras impostas pela empresa que deverá explorar o serviço, a Azul Linhas Aéreas. O novo terminal de passageiros do Aeroporto Municipal Carlos Alberto da Costa Neves já está em fase de conclusão. A expectativa é de que o aeroporto entre em fase operacional a partir de junho, quando a empresa Azul implantará suas linhas aéreas no município, com viagens para Lages, Florianópolis e São Paulo.

Correndo atrás

A administração sabe que diversos ajustes ainda são necessários. Na questão da acessibilidade, o Aeroporto não dispõe de rampa de acesso e o elevador também não foi instalado. A abertura e pavimentação da nova estrada de acesso ao Terminal ainda não foi iniciada. E o piso inferior do prédio encontra-se subaproveitado, com amplo espaço para construção ou então conversão em estacionamento. O prefeito Saulo Sperotto (PSDB), destacou a urgência da obra. “Como a empresa tem esta urgência em iniciar as operações e dada a imensa importância que um Aeroporto tem para o desenvolvimento da cidade, precisamos começar a trabalhar no sentido de concluir esta obra imediatamente”, afirmou.

Aeroporto local continua na mesma  

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Pista do aeroporto de São Cristóvão está deteriorando

O aeroporto José Cleto, faz parte dos 40 aeroportos que o governo federal está reformando ou vai reformar”. Para não perder a oportunidade foi formalizado o Consórcio Intermunicipal, entre União da Vitória – PR e Porto união – SC. Os dois municípios, somados os Produtos Interno Brutos (PIB) se habilitam no Programa de Ampliação dos Aeroportos Regionais proposto pelo Governo Federal.  Mas desde então a revitalização nunca saiu do papel. A aguardada reforma que permitiria a volta dos vôos comerciais esbarrou em um detalhe importante para o governo federal: Ter PIB superior a R$ 1 bilhão.
Essa era a condição para um município, como União da Vitória, receber recursos para ampliação e construção de novos terminais. O PIB de União da Vitória em 2012 ficou em R$ 719 milhões, conforme a última atualização do Ipardes/IBGE. A perspectiva, anunciada pelo Governo Federal, antes da exigência do PIB de R$ 1 Bilhão, era de organizar todo o sistema, desde ampliar, modernizar e sinalizar a pista, até auxiliar na construção de terminal de passageiros e disponibilizar linhas aéreas que permitam o trânsito de passageiros em União da Vitória. Para fechar a conta de R$ 1 bilhão exigido pelo Programa, além dos R$ 719 milhões do PIB de União da Vitória, outros R$ atingiu R$1,09 bilhão.

O programa

O governo anunciou no final de 2012, investimentos em 67 aeroportos na região Norte; 64 no Nordeste; 31 no Centro-Oeste; 65 no Sudeste e 43 no Sul. Os recursos viriam do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), que recebe parte da outorga recolhida por concessionários de aeroportos, parte da tarifa de embarque internacional, entre outras receitas. O objetivo era de que 96% da população brasileira estivessem a menos de 100 km de distância de um aeroporto apto ao recebimento de vôos regulares. O pomposo programa era um conjunto de medidas melhorará a infraestrutura e a qualidade dos serviços aeroportuários no Brasil. Cinco anos depois, o governo federal nem fala mais no assunto.

Deterioração evidente

A pista do aeroporto está esburacada, com desníveis perigosos e mal conservada. Um ultraleve teve uma aterrissagem atípica ontem no aeroporto José Cleto em União da Vitória. Quando realizava o pouso, a “bequilha’, que é o trem de pouso dianteiro quebrou e a aeronave terminou a manobra “de bico” na pista. O piloto, Roberto Carlos Tscha, 50, apesar do susto não ficou ferido. O incidente pode até ser considerado normal, mas pode ter relação com as condições na massa asfáltica da pista que está deteriorando. Apesar disso os vôos particulares e de resgate e transporte hospitalar continuam acontecendo normalmente. O aeroporto não opera por instrumentos e não conta com iluminação na pista.

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