Projeto de Lei quer proibir horário de verão no Brasil

Deputado afirma que medida faz mal para a saúde e não tem o efeito esperado no setor de energia

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Atualizado há 10 anos

ValdirXColatto
Deputado catarinense diz que medida não vale a pena

O horário de verão termina neste fim de semana. Quando os ponteiros apontarem 0h de domingo, 19, os relógios devem ser atrasados em uma hora nos estados em que a medida é válida. O horário é aplicado nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Mas esta pode ser a última edição do mecanismo de economia de energia elétrica.

Está tramitando na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 397/2007, de autoria do deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC), quer extinguir o horário de verão. O deputado representante do oeste catarinense afirma que “mais uma vez se prejudicou a saúde das pessoas com uma medida de pouco ganho na economia do país”. Para ele “a economia de energia que o país consegue com a prática é “mínima” e não compensaria os danos colaterais causados à saúde e ao humor da população”. O deputado promete lutar pela aprovação da matéria no congresso nacional em 2017.

Porém, a justificativa do Ministro de Minas e Energia, ‎Fernando Bezerra Coelho Filho, é de que a mudança nos horários nesses territórios represente um ganho de R$ 147,5 milhões. Esse cálculo é feito com base no valor que deixa de ser gasto com a ativação de usinas térmicas e de outras operações para garantir o fornecimento de energia. Ainda segundo o ministério, ao longo dos últimos dez anos, a adoção do horário diferenciado possibilitou a redução média de 4,5% na demanda de energia nos horários de pico. Como escurece mais tarde, as luzes se acendem mais tarde o consumo é menor.

Colatto rebate, lembrando que não existe economia na conta de energia elétrica, mas sim o aumento no consumo de energia neste período. Para saúde, a situação ainda piora. “O organismo fica completamente desequilibrado. Estudos apontam sintomas indesejados como dores de cabeça, aumento da fadiga, taquicardia, diminuição de rendimento nos estudos e no trabalho, principalmente em pessoas com mais idade”, destaca Colatto. O parlamentar defende ainda que os trabalhadores rurais são os que mais relatam as consequências do horário diferenciado. O desconforto que a adoção deste horário acarreta é experimentado por todos que são obrigados a acordar mais cedo, incluindo as crianças.

O horário de verão

Ele começa sempre no terceiro fim de semana de outubro e vai até o terceiro domingo de fevereiro. Adotado pela primeira vez em 1931, foi em 1985 que o horário de verão passou a ser instituído anualmente. Inicialmente com abrangência nacional, em 2003 foi reduzido para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

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