MENINO GUILHERME: Agendada para março cirurgia no coração

Campanha solidária feita pela família do garoto garante o pagamento da operação

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Atualizado há 10 anos

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O ano é dele! Depois da cirurgia, Gui deve ter uma vida normal e saudável, como toda criança merece

O sofrimento de Guilherme Gutowski Barres, 5, tem data para acabar. Nessa semana, a mãe do garoto, Caroline, confirmou que a cirurgia do menino foi agendada para a primeira semana de março. “Gui” tem uma anomalia cardíaca, como mostrou O Comércio em dezembro de 2016, conhecida como Ebstein, problema que afeta uma das válvulas e vai comprometendo o funcionamento do músculo, bem como de outros órgãos vitais a medida em que a criança cresce. “Estou ansiosa, mas grata a todos que nos ajudaram a realizar essa conquista”, diz Caroline.

A história de enfrentamento da doença acompanha o menino, morador de União da Vitória, desde o nascimento. “Com 24 horas de vida, ele teve uma parada cardíaca. Ficou na UTI, mas naquela situação, não descobriram nada”, contou a mãe, à edição de dezembro do jornal. Durante um ano todo, o menino fez acompanhamento, mas, nenhum profissional confirmou a anomalia, apenas um “sopro”, nada mais grave. Exames mais profundos, contudo, feitos em hospitais de Curitiba diagnosticaram a doença. Apenas a cirurgia pode devolver ao garoto o frescor da infância, com tudo que ela tem direito. A intervenção corrige o dano da válvula, lhe garantindo funções normais, logo, a normalidade também de todo o organismo.

A cirurgia será feita na Beneficência Portuguesa de São Paulo. Os médicos acreditam que após o processo, Guilherme tenha uma vida normal, igual aos meninos da idade dele. Gui deve ficar na UTI logo após o procedimento e no hospital, mais 15 dias. Já de volta para casa, serão outros 40 dias de resguardo, antes que possa voltar para suas atividades normais. Depois disto, segundo Caroline, será vida normal. “Tenho gratidão a Deus por ter me feito forte e por ter curado meu filho”, sorri, emocionada.

Solidariedade

A arrecadação de fundos para o pagamento do tratamento e da cirurgia ficou mais intensa em 2016. Ela foi fundamental para reunir os cerca de R$ 60 mil para a quitação da intervenção e das despesas com hospital e hospedagem. A comunidade abraçou a causa e se solidarizou com o caso de Guilherme, bem como de toda família. Caroline foi demitida em fevereiro do ano passado e na casa onde ela mora com o Gui e os outros filhos, apenas o marido, de 36 anos, trabalho. Não fosse amigos e até desconhecidos, toda a arrecadação seria impossível. As ações terminaram em dezembro passado, com mais uma Ação entre Amigos.

 

 

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