Motorista que atropelou Irene Szczetanski leu reportagem de O Comércio

A vítima quer agradecer a motorista, pois se não fosse a batida, Irene não saberia que tinha câncer de pulmão

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Atualizado há 14 anos

Irene Loth Szczetanski. (Foto: Wannessa Stenzel)

Duas semanas para cá Irene Loth Szczetanski apresenta quadro clínico muito melhor. E tudo isso tem uma explicação para estar acontecendo. Irene recebeu alta das quimioterapias, passou o Natal em família e tem muitos planos. Entre eles, agradecer a mulher que a atropelou em junho deste ano nas proximidades do Cemitério Municipal de União da Vitória. Certamente você deve estar se questionando, mas como assim? É isso mesmo! Irene quer agradecer a mulher, que segundo ela, é uma enviada de Deus.

Irene explica que, obra do acaso ou não, foi surpreendida por uma história que nunca imaginaria contar. “Pois se não fosse esta mulher me atropelar eu não teria iniciado um tratamento contra o câncer. É claro que descobri de uma maneira nada legal, foi assim que era para ser.”

Na manhã dessa quinta-feira Irene revelou a reportagem de O Comércio que uma amiga contou a ela que a motorista já leu a reportagem e que também quer abraçar Irene. Tal feito deve acontecer em breve. Esta é uma história que não teve um desfecho de revolta, mas sim um recomeço de superação.

A história de Irene
Empurrando a bicicleta nas proximidades do Cemitério Municipal de União da Vitória, Irene levou um enorme susto. Uma mulher saiu de uma garagem e a atropelou. A simpática senhora afirmou a condutora que lhe prestou atendimento imediato. Ao chegar a sua morada em São Cristóvão, Irene sentiu fortes dores no braço direito. O filho Paulo (Purga) e o esposo Luiz Carlos (Carlito) incentivaram-na a procurar um médico.

E foi aí que tudo começou. Dona Irene recebeu o resultado dos exames. O médico que lhe atendeu pediu que ela procurasse um oncologista o quanto antes. Dona Irene, então muito confiante, procurou o especialista. Ela relata que não haveria de ser nada, pois não sentia dores, nem fraqueza, nenhum sintoma que pudesse caracterizar uma doença – além, é claro, da dor no braço direito em virtude do atropelamento. O resultado não foi animador. Dona Irene estava com câncer de pulmão.

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