
O prefeito de União da vitória, Hilton Santin Roveda, postou um vídeo em uma rede social, onde afirma que fez três exigências para a empresa Zona Azul Brasil, que detém a concessão para exploração dos serviços de estacionamento regulamentado em União da Vitória. A reunião aconteceu na terça-feira, 14, com o diretor da empresa, Claudinei Barduque.
No vídeo, o prefeito afirma que solicitou a cortesia de dez minutos de tolerância comprovado por um cartão, aos moldes do que acontece em Porto União, a venda no comercio autorizado de cartões tipo raspadinha, de meia e uma hora e um uniforme que identifique facilmente os apontadores da Zona Azul. Na fala, o prefeito teria dado 30 dias para o cumprimento das exigências.
O outro lado
O Comércio ligou para a sede da empresa Zona Azul em União da Vitória. O funcionário explicou que teve conhecimento da reunião entre o prefeito e o diretor da empresa, que veio de São Paulo. No entanto disse que é preciso esperar. A empresa está considerando o prazo de 30 dias dado pelo Executivo de União da Vitória.
Indagado sobre as exigências, o representante local disse que não tem poder para deliberar. “Tudo é decidido em São Paulo, depois é comunicado para a filial de União da Vitória. Aqui nós executamos as diretrizes da matriz de São Paulo”. O funcionário afirmou ainda que o diretor da empresa entraria em contato com a reportagem de O Comércio, o que até o encerramento desta edição, não aconteceu.
Diretor já falou em dezembro
No dia 14 de dezembro, Barduque falou em entrevista ao O Comércio sobre as tarifas e como ficaria o caso da raspadinha. “A Raspadinha é a parada rápida. É um cartão manual, com crédito único para 30 minutos. Mas é exclusivo para o uso rápido”, disse. No início das operações, o diretor não falou sobre raspadinha de uma hora e esclareceu que essas raspadinhas podem ser encontradas somente na sede da empresa.
Os usuários reclamam que é um processo moroso comprar raspadinhas, devido ao alto número de pessoas buscando o escritório para regularizar notificações. Os usuários querem poder comprar os cartões no comércio da cidade. Muitas pessoas se queixam que não tempo de se cadastrar. A ideia é disponibilizar esses tempos de estacionamento pelos cartões de raspadinhas.
Na mesma oportunidade Barduque afirmou que o usuário tem 15 minutos de tolerância. Ele deixou claro que não é gratuidade e sim tolerância. “É tudo feito pelas placas, não há necessidade de colocar o comprovante no parabrisa”, declarou. No entanto, os usuários se queixam que não há cortesia e muito menos tolerância. Parou, não tem cartão ou cadastro, é notificado.
O diretor lembrou na entrevista os preços do estacionamento rotativo: R$ 2 por uma hora, R$ 3 por uma hora e meia e R$ 4 por duas horas de estacionamento. O serviço iniciou com 17 funcionários. Não ficou esclarecido se, de lá para cá, o número de apontadores aumentou, objeto de outras reclamações dos usuários, que dizem ser difícil encontrar um funcionário. Além disso o uniforme, uma camiseta branca com a logo da empresa, não chama a atenção.