PROIBIDO: AGORA, SÓ O DIGITAL

Termômetros e medidores de pressão corporal com coluna de mercúrio serão proibidos a partir de 1º de janeiro de 2019

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Atualizado há 10 anos

termometro
Versão digital é um pouco mais cara, mas emite sinal sonoro quando a temperatura foi aferida

Aquele termômetro antigo, que precisava ser chacoalhado bem forte, está definitivamente com os dias contados. A Anvisa aprovou neste mês, medidas para retirar do mercado, aparelhos de saúde que utilizam mercúrio na composição. Estas ações incluem a proibição do uso de mercúrio nos termômetros e medidores de pressão corporal com coluna de mercúrio, além do uso de mercúrio e liga de amálgama não encapsulado em odontologia.

Vai demorar um tempinho para o adeus, mas oficialmente, a partir de 1º de janeiro de 2019, estará proibida a fabricação, importação e comercialização dos termômetros e medidores de pressão que utilizam o mercúrio. A medida também inclui a proibição de uso destes equipamentos em serviços de saúde, que deverão realizar o descarte dos resíduos sólidos.

A proibição dos termômetros e dos medidores de pressão, com coluna de mercúrio, é resultado da Convenção de Minamata. Ela foi assinada pelo Brasil e mais 140 países em 2013 e tem como objetivo eliminar o uso de mercúrio em diferentes produtos.

É perigoso?

O impacto da contaminação do meio ambiente por mercúrio está ligado diretamente aos riscos provocados pela exposição ao mercúrio para a saúde humana. Estudos mostram que a exposição a 1,2 mg de mercúrio por algumas horas pode causar bronquite química e fibrose pulmonar em seguida. Pode causar ainda danos ao sistema nervoso central e à tireoide, caso a exposição ao material ocorra por períodos longos.

Termômetros no Vale do Iguaçu

Os termômetros com coluna de mercúrio já vêm sendo substituídos no Brasil por outras tecnologias. De acordo com um levantamento de junho de 2016, apenas dois termômetros com coluna de mercúrio tinham registro na Anvisa, enquanto foram identificados 63 registros de termômetros digitais. No entanto, como é um produto sem prazo de validade, é possível que algumas pessoas ainda tenham este tipo de artigo em casa.

No Vale do Iguaçu, essa migração também ocorre. Na Farmácia Trajano, por exemplo, em Porto União, há cerca de dois anos o produto não é mais oferecido e, conforme os funcionários, é bastante raro o pedido de um cliente por este tipo de material. Na Rodocentro, há ainda duas unidades do aparelho com mercúrio: o terceiro, foi vendido há pouco tempo, no dia 20. De acordo com os funcionários, ainda há quem prefira – e confie – no modelo clássico de aferir a temperatura.

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