
A apicultora de União da Vitória, Ester Caroline Drosdoski, afirma que as “abelhas não podem ser exterminadas”. Segundo ela, não será somente o mel que faltará nas mesas da comunidade; os insetos são responsáveis também pela polinização, o que significa dizer que sem as abelhas muitos alimentos sumiriam do planeta.
Ester é a atual presidente da Associação dos Apicultores do Vale do Iguaçu. Juntamente com mais 40 apicultores associados, desempenham o serviço de retirada de colmeias ou enxames no Município e cidades vizinhas. O trabalho é feito com cautela.
Paramentados, os apicultores priorizam o trabalho noturno e sem agressão aos insetos. Ela conta que utilizam uma caixa adaptada para recolher as abelhas e depois conduzi-las para outro habitat, que neste caso fica no interior de União da Vitória.
Ester justifica o trabalho da Associação pelo fato de que muita gente – em situação de ataque das abelhas, procuram em primeiro lugar o Corpo de Bombeiros. Sendo assim, a própria corporação vem direcionando para que a comunidade procure os serviços dos apicultores para a retirada das colmeias ou enxames. O trabalho já acontece há 30 anos no Vale do Iguaçu.
Abelhas no Monte Castelo
O Presidente da Associação de Moradores do bairro Monte Castelo, em União da Vitória, Anacleto Cordeiro Pinto, ficou apavorado com o aparecimento de abelhas nesta quarta-feira, 29, ao redor do prédio da associação. Ele conta que ocorreu um serviço de roçada o que pode ter alvoroçado os insetos que, na ocasião, atacaram cachorros e uma moradora do local.
Anacleto ligou pedindo ajuda aos bombeiros. A corporação orientou e sugeriu que o presidente ligasse imediatamente para a Associação dos Apicultores do Vale do Iguaçu. De acordo com Anacleto, um apicultor irá no local nesta quinta-feira, 30, no período da tarde, para tentar solucionar o problema.
Taxa
Ester Caroline explica que o serviço é dispendioso. Sendo assim, a Associação cobra uma taxa para a realização do serviço, dependendo do local onde se encontra o enxame, por exemplo. O serviço custa em média R$ 50 reais.
Estudos
Segundo estudos, há várias espécies de abelhas que estão desaparecendo. O primeiro alerta surgiu em 2007, onde os Estados Unidos perderam 60% de suas abelhas, que simplesmente desapareceram em 24 estados. E esse fenômeno também está acontecendo no Brasil, principalmente no interior de São Paulo, região SuI, onde a Mamangava, por exemplo está extinta no Paraná.
Serviço: A Associação dos Apicultores do Vale do Iguaçu fica localizada na Rua Sete de Setembro, anexo ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de União da Vitória. Informações também pelo telefone (42) 3523-3973, falar com a Ester.