A rotina de Adilson – tanatopraxista, o preparador de corpos para velórios

Ele trabalha há sete anos na Funerária Santa Bárbara em Porto União e é responsável por deixar o falecido com a melhor aparência possível para a última despedida entre os vivos

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Atualizado há 10 anos

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Eles fazem do assunto delicado uma carreira para toda a vida. Na foto os colaboradores: Adilson Luis Ferreira, Márcia Luciane Streleski, Marlo Isaías e Ketlin Abrão. (Fotos: Wannessa Stenzel)

Eles fazem do assunto delicado uma carreira para toda a vida. Pois o que gera um misto de tristeza e medo para alguns, é encarado com uma postura de seriedade e comprometimento por parte da equipe de colaboradores da Funerária Santa Bárbara de Porto União.

Um exemplo é que o colaborador da funerária Adilson Luis Ferreira, há sete anos atua no ramo, e prepara corpos diariamente para velórios. Recentemente ele realizou um curso sobre Tanatopraxia que é o procedimento de preparação do cadáver para o velório ou funeral, assim o corpo não sofrerá, pelo tempo solicitado pelos familiares, as decomposições naturais.

Adilson é responsável por deixar o falecido com a melhor aparência possível para a última despedida entre os vivos. Ele explica que as vítimas de acidentes são os casos mais complicados, onde chega a reconstruir praticamente por completo um rosto para trazer o mínimo de conforto possível a quem o vê pela última vez. “É necessário que eu tenha uma postura de comprometimento para com a família do falecido. Ninguém quer ver o seu ente querido em situação degradante. Eu sempre me coloco no lugar dos familiares”.

O preparo com o corpo, dependendo da causa morte, leva em torno de 1h30 a 2 horas, em caso de morte natural. Para finalizar uma reconstrução facial depois de um acidente, por exemplo, pode levar até 3 horas.

Juntamente com Adilson, também já participaram do preparo dos corpos, a sócia proprietária da funerária, Márcia Luciane Streleski e Ketlin Abrão – que inclusive já atua na empresa há 20 anos. Ketlin conta que sua função hoje é com o setor administrativo da empresa, porém já colaborou com Adilson na maquiagem e pintura das unhas do falecido, quando a família requisita.

Tanatopraxia

Adilson conta que os corpos também recebem tratamentos de restauros e cosméticos para tentar restituir o aspecto natural dos traços do falecido.

Já o sócio proprietário da Funerária Santa Bárbara, Marlo Isaías Matozo – ele que também é advogado da empresa, conta que a tanatopraxia é recente aqui no Vale do Iguaçu. Inclusive a Funerária realiza o procedimento também para o exterior.

Sendo assim, ele explica que a técnica tende a evitar que o cadáver se transforme em um perigo para a higiene e saúde pública, em casos de acidentes infecciosos, por exemplo. “O tratamento tenta recuperar grande parte da fisionomia do falecido. A gente está trabalhando com ser humano. Não existe motivo para se ter medo”, explica.

Marlo Isaías comenta que ele faz psicanálise para contribuir com o departamento pessoal da empresa.   Ele também é pastor. Em vários momentos, houve a necessidade de ministrar palavras de fé e conforto à equipe. “A vida é passageira. A Bíblia ensina que somos peregrinos e forasteiros (1 Pe 2.11), que este não é nosso lugar. Somos estranhos em terra estranha. É claro que moraremos na Nova Terra futuramente, mas ela será nosso lar quando se tornar o lar de nosso Senhor. Por enquanto, devemos ter olhos para outro lugar. Como Abraão, esperamos a “cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus” (Hb 11.10) e como Paulo dizemos que “nossa pátria está nos céus” (Fp 3.20)”, finaliza.

Confira

A entrevista completa com a equipe da Funerária Santa Bárbara de Porto União você confere durante o Programa Linha Aberta, apresentado por Brittes Antonio Brittes, a partir das 10 horas, pela Super Rádio Difusora União.

 

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