Sindicatos locais aderem a mobilização nacional

Protesto está previsto para sexta-feira, 28 na Praça Alvir Riesemberg

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Atualizado há 10 anos

Pelo menos oito sindicatos e duas organizações estudantis programaram uma manifestação em apoio ao dia de greve nacional, amanhã, em União da Vitória. Outras entidades de classe também apoiam o movimento de protesto contra as reformas da previdência, do trabalho e contra a terceirização.

De acordo com os organizadores, os funcionários sindicalizados de servidores públicos cruzarão os braços. Escolas municipais e estaduais ficarão parcial ou totalmente fechadas. Bancários também prometem paralisar as atividades, de acordo com seus sindicatos.

Quem participa da greve

Participam do ato nesta sexta-feira, os seguintes sindicatos:  Trabalhadores de Transporte Rodoviário, Trabalhadores na Construção Civil e do Mobiliário de União da Vitória e Porto União, Trabalhadores rurais de União da Vitória e Porto União, APP Sindicato, magistério municipal de União da Vitória e região, servidores públicos municipais de União da Vitória e Porto União, trabalhadores da rede bancária pública e privada de União da Vitória e Porto União.

Além disso, duas entidades estudantil decidiram se envolver no protesto: a União Municipal dos Estudantes Secundaristas de União da Vitória e a Ação Discente da Unespar, campi de União da Vitória. Em Porto União, a adesão será menor e os serviços como escolas e Cemeis terão vida quase normal. No entanto as crianças serão notificadas pelos professores para os responsáveis saber o que fazer na sexta.

O que muda nesta sexta-feira

Quase nada. Os serviços essenciais de saúde, transporte e coleta de lixo não sofrem alteração. A preocupação é com o dia letivo já que alguns professores confirmaram que devem parar. De acordo com o Núcleo Regional de Educação (NRE), a orientação de praxe é para que os educadores e funcionários não parem de trabalhar, mas que fica a critério de cada profissional. Indagado pela reportagem, a chefia do NRE afirma que o dia pode sim ser descontado como dia de falta ao trabalho.

O NRE tem a expectativa de que a adesão ao ato seja menor do que os atos relacionados com as questões do Estado e que envolvem professores e servidores do estado. Já o Sindicato do Magistério Municipal prevê participação maciça no movimento e alerta para Cemeis e escolas municipais sem aula para sexta-feira. Pelo menos 17 escolas e Cemeis param. Outras três funcionam normalmente e outras duas instituições municipais param parcialmente. Segundo a Secretaria de Educação, por meio de todas as crianças foram enviados comunicados para cada família saiba como proceder e onde haverá aula.

Feriadão e apoio a Lula

Nenhuma das entidades participantes se referiu a atos em apoio ao ex-presidente Lula, que deve estar em Curitiba no dia 3 de maio, para o início de uma série de depoimentos da Lava Jato. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da região de União da Vitória, Joel de Oliveira, a pauta é restrita à contrariedade das reformas da previdência e a terceirização.

A data do dia da mobilização é vista com ceticismo pela classe patronal. O problema é que se os profissionais cruzarem os braços na sexta, só voltam na terça, 2, em função do Dia do Trabalhador. Para muitos, enforcar a sexta-feira é mais uma opção de um feriadão prolongado, o terceiro em três semanas, piorando a produtividade do setor. No campo político, o ato acontece sob suspeição de ser uma mobilização camuflada, em apoio ao ex-presidente, que enfrenta problemas com a justiça federal de primeira instância, e precisa de apoio popular.

No último dia 15 de março as organizações sindicais já promoveram uma passeata para protestar contra as reformas propostas pelo governo federal, como mostram as fotos desta reportagem. Na ocasião os manifestantes trajando o preto, simbolizando o “Luto e a Luta”, e segundo os organizadores, não era cor de bandeira partidária, nem vermelho, nem amarelo, era sim, a cor da nossa revolta, de nossa indignação, por tamanho descaso pelo trabalhador Brasileiro.

Velas que pedem socorro

O movimento Vem Pra Rua Porto União da Vitóri” participou da Ação SOS STF. No início da noite de terça-feira, 25, manifestantes acenderam velas formando a frase “SOS STF”, no intuito de protestar pela celeridade nos julgamentos de políticos, e pelo julgamento do foro privilegiado. A ação, simbólica aconteceu na ponta da praça Hercílio Luz, na divisa com União da Vitória. O movimento Vem Pra Rua de Porto União e União da Vitória, é formada pela Sociedade Civil Organizada, que é composta por cerca de 16 entidades entre elas Cacesul, CDL, Acipu e Aceuv

O que é o “SOS STF”

A nível nacional, manifestantes escrevem com velas acesas a frase “SOS STF” na frente do Palácio Rio Branco, em protesto contra a contra a corrupção e a demora no andamento dos processos da Lava Jato na Corte suprema do Judiciário. O movimento organizador do evento justificou que o protesto não teve caráter de multidão. Cerca de 20 manifestantes: Essa foi a média de pessoas em todo Brasil, no dia do ato.

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