Lula será obrigado a depor em Curitiba

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Atualizado há 9 anos

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“Desafio para a segurança do estado é conter manifestantes de lados opostos”. (Foto: Reprodução/Montagem)

Depois que saiu a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), negando o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a suspensão do processo do triplex da empreiteira OAS, Curitiba vive clima de expectativa. Com a decisão, está mantido o depoimento do petista ao juiz Sérgio Moro, hoje na 13ᵃ Vara Federal  em Curitiba. A decisão é do juiz federal Nivaldo Brunoni, convocado para substituir o desembargador federal relator da Lava Jato na 8ª Turma, em Porto Alegre, João Pedro Gebran Neto.

De acordo com fontes petistas, Lula chegará em voo fretado, horas antes do depoimento. Já a presidente que teve o mandato cassado, Dilma Rousseff, deve chegar nesta manhã em Curitiba, para participar dos eventos em solidariedade a Lula, num voo comercial.

Camping e protestos

A Justiça proibiu acampamentos em terrenos da prefeitura, o MST montou acampamento em um terreno da União. Segundo o ex-ministro petista Gilberto Carvalho, que já está no local desde ontem, o MST fez um acordo com a Secretaria de Segurança Pública e o local foi liberado para o movimento.

Os protestos em favor de Lula foram transferidos da região da Boca Maldita, no Centro, para a Praça Santos Andrade, em frente ao prédio da Universidade Federal do Paraná (UFPR), também na região central, e se iniciaram na tarde de ontem. Estão acontecendo atos em favor da Lava-Jato em frente ao Museu Oscar Niemeyer, na região do centro cívico.

O caso do Triplex

O depoimento de Lula diz respeito a ação penal, em que o MPF acusa Lula de receber um apartamento triplex, no Guarujá, litoral paulista. O imóvel faz parte de uma série de obras que a OAS assumiu após a falência da antiga cooperativa de crédito do Sindicato dos Bancários de São Paulo, a Bancoop.

O juiz Sérgio Moro retomou os depoimentos de réus no processo na última quinta-feira, 4. As audiências deveriam ter sido realizadas no final de abril (28), mas foram adiadas a pedido dos advogados, em função da greve geral marcada para aquele dia. Lula também teve o depoimento adiado, a pedido da Polícia Federal, que alegou não ter conversado com as autoridades competentes para garantir a segurança no dia 3 de maio. Desta vez, Lula não tem mais nenhum recurso para evitar o depoimento.

E depois

Após o depoimento de hoje, o processo envolvendo Lula chegará à fase final. O MPF e as defesas poderão pedir as últimas diligências. Caso isso não ocorra, o juiz determinará os prazos para que as partes apresentem as alegações finais. Em seguida, os autos voltam para Moro, que vai definir a sentença, podendo condenar ou absolver os réus. Não há prazo para que a sentença seja publicada.

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