Mãe relata rotina de filho diagnosticado com TEA

Gabriel, 11 anos, trata do Transtorno do Espectro Autista. Meninos recebem o diagnóstico antes das meninas

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Atualizado há 9 anos

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A mãe o chama de anjo Gabriel. É ele quem dá forças à família e é ele quem dribla as dificuldades que imperam o seu dia a dia com total maestria. (Foto: Arquivo Pessoal)

A mãe o chama de anjo Gabriel.

É ele quem dá forças à família e é ele quem dribla as dificuldades que imperam o seu dia a dia com total maestria.

Gabriel Boller foi diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). É comum a doença se manifestar nos três primeiros anos de vida, quando os neurônios que coordenam a comunicação e os relacionamentos sociais deixam de formar as conexões necessárias. Na maioria dos casos, os meninos recebem o diagnóstico antes das meninas.

E foi assim que Erli Liber de Almeida, desde o diagnóstico do filho não perdeu tempo em aprender sobre a doença e buscar experiências que pudessem contribuir para a socialização de Gabriel, 11 anos. Eles moram no Distrito de São Cristóvão, em União da Vitória.

Conta Erli, que desde pequeno, o menino começou a apresentar comportamentos peculiares. O principal deles e que chamou a atenção dos familiares foi o isolamento do menino. “Ele preferia ficar no cantinho dele, sem muito tumulto. Fica olhando sempre na mesma direção e não explorava mais o ambiente. Além disso, teve dificuldade para se comunicar. Aos dois anos de idade ele não falava, foi então que busquei ajuda médica com neurologista, psiquiatra, psicólogo, pediatra, clínico, tudo quanto é médico. Teve especialista que falou que ele não tinha nada, que poderia ser uma birra”, conta.

De acordo com Erli, o tratamento hoje está indo muito bem em razão do Gabriel ter sido diagnosticado na fase inicial de seu desenvolvimento.

Erli aprendeu que um dos sintomas mais comuns do autismo é quando a criança não responde ao ser chamada pelo nome. Também na presença de outras crianças, ela se isola. Não participa de brincadeiras coletivas. Ela evita o contato físico. A criança com autismo também foge do contato visual.

Hoje, testes clínicos permitem entender melhor essa dificuldade.

Na escola

Gabriel está matriculado no 5º Ano de uma escola pública em União da Vitória. Ele está respondendo muito bem aos conteúdos aplicados para a turma. A mãe conta que Gabriel dispõe de uma professora auxiliar e também frequenta a Sala de Recursos Multifuncional (SRM). A rotina de Gabriel também conta com consultas a fonoaudióloga e psicóloga.

Um tempinho para não fazer nada

Erli conta que nas tardes das quartas-feiras e finais de semana, Gabriel fica somente no aconchego do lar. Descontrai com os familiares e amigos, sem ter compromissos. “Ele precisa de um tempo para ele. E isso tem surtido resultados”.

Estudo

Estudo mostrou que, enquanto nos Estados Unidos o diagnóstico é feito antes dos 3 anos de idade, no Brasil o transtorno só é identificado quando a criança já tem de 5 a 7 anos. Esse atraso agrava as deficiências do autismo e traz mais sofrimento para as famílias

 Entrevista

A entrevista completa com Erli você confere no Programa Linha Aberta, deste sábado, 20, a partir das 10 horas, pela Super Rádio Difusora União.

Messi também é autista

Ele foi diagnosticado aos 8 anos de idade, ainda na Argentina, com a Síndrome de Asperger, conhecida como uma forma branda de autismo. Ter a síndrome não é nenhum demérito. São pessoas, em geral do sexo masculino, que apresentam dificuldades de socialização, atos motores repetitivos e interesses muito estranhos. Popularmente, a síndrome é conhecida como uma fábrica de gênios. É o caso de Messi.

Autistas estão sempre procurando adotar um padrão e repeti-lo exaustivamente. O Messi sempre faz os mesmos movimentos: quase sempre cai pela direita e dribla da mesma forma.

Graças à memória descomunal que os autistas têm, Messi provavelmente deve conhecer todos os movimentos que podem ocorrer, por exemplo, na hora de finalizar em gol. A qualidade do chute, extraordinária do atleta e a habilidade de manter a bola grudada no pé, mesmo em alta velocidade, são provavelmente, segundo especialistas, também padrões de repetição, aliados, claro, à grande habilidade do jogador.

Fonte: diariodocentrodomundo

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