Quem acaba de dar à luz, só quer o filho nos braços. Mas, nem todas as mamães têm o privilegio de, logo quando chega ao quarto, aconchegar aquele serzinho tão esperado. Para ganhar peso ou para o corpinho ganhar maturidade, alguns vão para a UTI neonatal. Em União da Vitória, a Associação de Proteção a Maternidade e a Infância (APMI), referencia na região por dispor deste espaço, sempre está com sua UTI cheia. Na semana passada, por exemplo, 13 bebês ocupavam os bercinhos. Para os papais e mamães que esperam do lado de fora, cada minuto pode ser angustiante.
Na tentativa de aconchegar o coração deles, a equipe de Ação Social do hospital, em uma parceria com uma unidade de saúde de Maringá (PR), colocou à disposição o livro, O Diário do Bebê Prematuro, escrito pelas enfermeiras, Maria Francisca e Raíssa Guastalla. Dez obras estão disponíveis e a leitura acontece em sistema de rodizio, para garantir que todos leiam. “O livro é a historia de um bebe prematuro, que está na UTI. Por meio de poesia, a obra conta mais sobre os procedimento, a necessidade de cada um, como ele é feito”, sorri a assistente social, Rosane Bilinski.

A ideia de oferecer o livro como um gesto de carinho e conforto, foi, conforme Rosane, do pediatra Cláudio de Mello, que depois de ver uma reportagem sobre o tema, entrou em contato com a equipe de Maringá e garantiu o acervo para a APMI. “Realmente é um alento, porque o livro traz em forma de poesia esse diário do bebê”, destaca a assistente.
Dinâmica
Por ser de um acervo pequeno, o livro precisa ser lido e devolvido. A leitura não é obrigatória mas, quem a faz, compreende melhor os dias de neonatal do bebê, garante Rosane. Papais que tem bebe na UTI podem levar o livro para casa ou, se estiver no hospital, ler ali mesmo. A leitura é fácil, leve e rápida.