A sala de aula como constituidora de sujeitos proficientes em sociedade

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Atualizado há 9 anos

Profª. Ms. Marta Borges Maia, Diretora Geral da Uniguaçu
Profª. Ms. Marta Borges Maia, Diretora Geral da Uniguaçu

A constituição de um sujeito proficiente e responsável é um dos principais objetivos da educação, a qual aos poucos traceja os caminhos a serem seguidos na busca constante da evolução e na efetivação do compromisso da formação dos estudantes, passando a ser um processo fundamental para que a sociedade tenha recursos humanos necessários para o enfrentamento de problemas, focando, sempre, nas soluções.

Por isso, o papel central e contínuo da educação deve, sempre, ser centrado na transformação dos estudantes em sujeitos ativos em sociedade, capazes de proporem e realizarem melhorias, serem críticos, criativos e dinâmicos. Desse modo, cabe também ao Ensino Superior a formação de cidadãos proficientemente capazes de transformarem o país por meio do conhecimento.

O primeiro passo para essa transformação é acreditar nos estudantes, propiciando-lhes possibilidades de expansão do conhecimento. Para tanto, devemos repensar a sala de aula como um laboratório de ideias, no qual o professor passa a ser um agente integrador e moderador dos saberes, dando voz aos educandos para que eles construam possibilidades de melhorias para si e para a sociedade.

Um fato importante, que muitas vezes esquecemos, é que ninguém deixa de se interessar por aquilo que é interessante. Por isso, precisamos saber o que interessa ao aluno e, a partir disso, chegarmos ao que é necessário. Vivenciar o universo do educando é de extrema importância para que possamos conectar os conhecimentos e discussões com o dia a dia dos estudantes.

Isso deixa claro a importância da utilização de metodologias ativas de aprendizagem, as quais geram uma interação maior entre docentes e estudantes, formalizando o ambiente de discussão e construção do conhecimento. Portanto, o espaço educacional deve ser provocativo, desenvolvendo as múltiplas habilidades do aprendiz e reforçando as suas competências, que darão corpo e forma à proficiência.

A sala de aula deve ser vista como um ambiente que apresente experiências desafiadoras, que provoquem a capacidade de pensar e de refletir, promovendo o desenvolvimento da inteligência, a qual não é um dom, mas uma característica dos seres humanos. Assim, precisamos desenvolvê-la, colocando o estudante frente a uma variedade de experiências, as quais deverão ser socializadas, discutidas e recriadas.

Construir a inteligência, nesses tempos complicados em que vivemos, é aprender a resgatar, em todos os detalhes, os valores que emanem de nossa encantadora e complexa experiência de educar.

Jamais podemos esquecer que o conhecimento não está no objeto e nem no sujeito, mas na interrelação dos dois. O sujeito age sobre o objeto de conhecimento que, por sua vez, age sobre o sujeito, desse modo, ambos se influenciam. Assim deve ser a constituição de um sujeito proficiente em sociedade, capaz de utilizar as suas habilidades e competências para modificar a sua realidade e a dos outros.

Portanto, a verdadeira função da Educação Superior é resgatar o interesse do estudante, dando-lhe as ferramentas necessárias não só para que possa se qualificar para o mercado de trabalho, mas que possa ser agente transformador de realidades, sempre transformando fragilidades em potencialidades.

Profª. Ms. Marta Borges Maia

Diretora Geral da Uniguaçu

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