SOS: População tem acesso ao transporte até casa de saúde

No Vale do Iguaçu, secretarias da Saúde e Corpo de Bombeiros ajudam no socorro de quem passa mal, mas não tem condução. Entenda como funciona

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Atualizado há 9 anos

Corpo de Bombeiros é o serviço indicado para casos mais sérios: do trauma ao mal estar grave
Corpo de Bombeiros é o serviço indicado para casos mais sérios: do trauma ao mal estar grave

De repente, aquela dor de cabeça fica mais intensa ou talvez aquela limpadinha no vidro termina com um pé quebrado. Acidentes, dores, tudo isso, acontece e ninguém está livre. Mas, nem todo mundo tem acesso ao transporte rápido, no piscar de olhos ou no estalar de dedos.

Mas, a boa noticia é de que no Vale do Iguaçu, o Corpo de Bombeiros e as equipes das secretarias de Saúde podem dar uma mãozinha. Há regras, bastante demanda, contudo, conforme os funcionários, o modelo tem funcionado bem. Entender como ele é pode garantir atendimento rápido e evitar bastante incômodo.

No Vale do Iguaçu, as corporações dos Bombeiros “se conversam”. E é literalmente. Conforme o Tenente Colla, comandante da unidade em Porto União, quando uma equipe está envolvida em outra ocorrência, por exemplo, a outra, do município vizinho, ajuda. Esse contato é feito entre os militares mesmo, sem a necessidade de que quem pede o socorro, tenha que fazer novas ligações. “No caso de Porto União, o 193 será atendido pela nossa central, em Canoinhas. Mas aí é só passar certinho o endereço que a ocorrência é comunicada para as equipes da cidade”, garante.

No caso das prefeituras, ambas mantêm o serviço de Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Ele garante o transporte dos pacientes atendidos na rede Sistema Único de Saúde (SUS) em outras cidades. Mas, dentro do município, também há cobertura.

Em União da Vitória, quem passa mal em casa, por exemplo, pode solicitar o transporte em contato com a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no centro, caso não tenha como ir até o hospital ou um posto de saúde. Uma equipe só para este tipo de serviço fica disponível na prefeitura todos os dias, 24 horas e a partir desse contanto, ela gerencia o roteiro, buscando o paciente em casa. De acordo com os funcionários, a procura é bem grande e o atendimento principal foca nos casos de mal-estar leves e ferimentos.

Em Porto União, segundo a responsável, Andreia Duarte, da secretaria da Saúde, além dos casos de mal-estar – como em União – a frota da Pasta – cinco carros para viagens e quatro para o transporte dentro da cidade – leva e apanha novamente pacientes da hemodiálise, oncologia e fisioterapia, por exemplo. “Fora as ambulâncias para o efetivo, para apoio do Hospital São Braz especialmente”, acrescenta Andreia. Na cidade, a procura por este tipo de serviço é grande. “Ainda mais considerando que o a crise muitos deixaram os convênios e estão buscando muito mais o SUS”, considera.

Casos graves

Traumas e acidentes sérios, precisam de especialistas. Por isso, nestas situações, o ideal é que o Corpo de Bombeiros seja chamado. É que as guarnições dispõem de macas, estabilizadores e outros equipamentos que garantem o transporte seguro de quem precisa.

Ministério da Saúde garantiu custeio para quase 6 mil serviços das prefeituras

Em maio, o ministro Ricardo Barros apresentou o resultado de um ano de gestão à frente do Ministério da Saúde. Com a adoção de medidas para tornar a administração mais eficiente, foi possível realocar R$ 3,2 bilhões para o custeio de mais serviços do SUS, segundo os números. Isso representou para o cidadão a ampliação do atendimento nos hospitais, do acesso a equipamentos, medicamentos, vacinas e renovação da frota de ambulâncias.  Com isso, foram habilitados 5.959 serviços de saúde em todo o Brasil. São serviços novos ou que já funcionavam, mas que não contavam com a contrapartida do governo federal, como leitos de UTI e Unidades de Pronto Atendimento (UPA). A medida beneficia 1.122 municípios distribuídos nas 27 Unidades Federativas.

No mesmo período, também foi possível renovar a frota das ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em 19 estados brasileiros, reforçando e qualificando o atendimento à população. Ao todo, foram investidos R$ 53,8 milhões para aquisição de 340 unidades móveis, que substituíram os veículos que estavam há mais de cinco anos em funcionamento e sem renovação. Ainda na área de urgência e emergência, foram entregues 126 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), com custeio anual na ordem de R$ 231,6 milhões.

Samu não funciona mais em Porto União

Depois de quase nove anos funcionando, o serviço está desativado desde novembro de 2014. A Portaria nº 2490, de 18 de novembro de 2016, do Ministério da Saúde, desabilitou a Unidade de Suporte Básico da Base descentralizada do município de Porto União, que pertencia a Central de Regulação das Urgências do SAMU, 192 de Joinville (SC).

A mesma portaria solicitou a devolução de recursos de maio a novembro do ano passado, repassados para o município na ordem de R$ 13.125,00 (por mês). Na prática, Porto União teve de desembolsar R$ 78.750,00 e o serviço foi extinto no município.

O secretário de Saúde da gestão passada, Rogério Stasiak, disse que o SAMU exige uma estrutura física exclusiva e a contratação 15 profissionais exclusivos para operar 24 horas por dia. Seriam necessárias cinco equipes de três profissionais (um atendente, um enfermeiro ou técnico e um motorista). Uma destas equipes deveria estar de prontidão, caso ocorresse algum problema com a equipe que estaria nas ruas.

Não há previsão da volta do serviço no município.

Telefones úteis

CORPO DE BOMBEIROS – 193

Transporte da prefeitura

PORTO UNIÃO – 3522 1496

UNIÃO DA VITÓRIA – 3524 7530

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