
Faltam funcionários e sobram críticas ao atendimento do Instituto Médico Legal (IML) de União da Vitória. O problema veio à tona no feriado da Independência, quando houve problemas para liberação de três corpos, pela ausência de funcionários no plantão do instituto. A falta de material humano não é novidade, mas se agravou com a demissão de uma auxiliar de necropsia, comissionada e com o pedido de exoneração por parte de uma segunda funcionária, no final do mês de agosto.
Procurado o chefe do IML de União da Vitória, Carlos Eduardo Moura, disse que a atual situação é complicada. “Nós não conseguimos trabalhar por falta de funcionários. A única funcionária administrativa que estava em serviço solicitou sua exoneração no dia 31 de agosto. Estamos sem funcionários atualmente”, sentenciou. A outra funcionária comissionada foi exonerada, por decisão judicial. O IML de União da Vitória atende dez municípios de Antônio Olinto, Paula Freitas, Paulo Frontin, Mallet Porto Vitória, Cruz Machado, General Carneiro, Bituruna, General Carneiro e União da Vitória.
Déficit de funcionários
Moura disse que para funcionar com a eficiência que precisa, o IML precisa de no mínimo, três funcionários para o setor administrativo. “A coordenação estadual em Curitiba abriu duas vagas para o Processo de Seleção Simplificada (PSS), até se concretizar o concurso público. Mas fiquei sabendo na última sexta-feira, 08, que uma dessas vagas foi transferida para Francisco Beltrão, sem o nosso conhecimento. Nos últimos três anos estávamos com duas funcionárias, como foi demitida a funcionária comissionada, o IML vai repor somente uma vaga pelo PSS. Uma vaga continua sendo insuficiente para a demanda aqui no instituto local”, disse.
Trabalho prejudicado

O chefe do IML disse também que os plantões continuam com os médicos, com os motoristas e auxiliares. “ Se precisar recolher um corpo, eu acertei lá em Curitiba, que uma equipe de lá vem até o local. Amanhã [hoje] representantes da coordenação da capital estará aqui, possivelmente o chefe do IML, para acharmos um caminho menos traumático para a nossa comunidade”, explicou Moura.
Burocracia
Carlos Moura, que além de chefe do IML de União da Vitória é médico legista afirma que a burocracia em Curitiba está prejudicando os trabalhos em União da Vitória. “Se existem os nomes que foram habilitados no PSS, então porque não nomeá-los imediatamente? Eles disseram que tem a questão de documentos, títulos e outros entraves e prometeram uma solução para o final de setembro. Enquanto isso continuamos sobrecarregados e sem condições de atender nos plantões por falta de pessoal do administrativo”, desabafou Moura.
Solução política
Moura defendeu uma saída política para a questão de falta de funcionários: “Tudo o que podíamos fazer por aqui, nós fizemos. Alertamos a coordenação estadual, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP), percorremos todos os caminhos. Se estão lá os nomes na SESP, se os candidatos já foram considerados aptos, agora é uma questão de posição política. Simplesmente interesse político de nossos representantes da região, para agilizar essa situação para nós (IML)” apontou o médico chefe.
Tudo como está
Com perspectivas negativas a liberação de um funcionário pelo processo de Seleção Simplificada (PSS), com a burocracia do Estado, não há solução imediata a vista. Moura disse que não pode e não vai garantir atendimento eficiente, enquanto a solução não chegar. O aviso na porta de entrada permanece: “Desculpe o transtorno, por falta de funcionários, não há expediente”. O instituto Médico Legal do Paraná está presente em 18 regiões, e uma delas é a de União da Vitória.