CAMPANHA: Rotary promove mobilização pelo combate da Poliomielite

Erradicada no Brasil, doença ainda pode fazer novas vítimas se a vacina for deixada de lado. Entidade tem a causa como bandeira desde a década de 80

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Atualizado há 9 anos

WP_20171024_11_46_14_ProLembra daquelas buzinas e sirenes que você ouviu na manhã de ontem, no centro do Vale do Iguaçu? Tratava-se de uma campanha de mobilização pelo combate da Poliomielite, a popular Paralisia Infantil, idealizada pelo Rotary Clube União da Vitória – Porto União.

Embora já erradicada no País, a doença só é controlada a partir, especialmente, da vacinação. Por isso, nunca é demais lembrar a importância que os pais e responsáveis tem em levar seus filhos aos postos, dentro das campanhas ou para cobrir o calendário vacinal. “Precisamos vacinar as crianças. Essa mobilização foi para dizer: ‘pais e mães, aquelas gotinhas são essenciais’. Tivemos que fazer isso para que a doença seja erradicada do mundo”, destacou a rotariana, Ana Cristina Bostelmann.

A mobilização promovida pelo Rotary garantiu que uma carreata, apoiada pela comunidade e por diversas entidades de saúde, especialmente, percorresse as principais ruas das Cidades Irmãs. A Poliomielite está presente em três países, em apenas sete casos notificados.

A Iniciativa Global de Erradicação da Pólio aponta queda de 99% nos casos da doença desde 1998, quando se intensificaram as ações de vacinação. No Brasil, por exemplo, há 25 anos não há registro de ataques do poliovírus selvagem. E a grande responsável por esse controle é a vacina oral (VOP), criada pelo cientista americano Albert Sabin na década de 1950.

Bandeira

A causa é uma das principais bandeiras do Rotary, em todo o mundo. Desde a década de 80, a entidade trabalha em prol da redução e finalmente, com a erradicação dos casos no planeta. O trabalho, apoiado por outras entidades, deu tão certo, que o número de casos é muito pequeno. A ideia, contudo, é que a doença que deixa sequelas para toda a vida, nunca mais seja notificada. Ontem, por conta da mobilização, houve ações em todo o Brasil ao longo de todo o dia e nos Estados Unidos, onde está o presidente do Rotary, a campanha foi ainda mais intensa. “Rotarianos do mundo todo se mobilizaram para lembrar que temos que erradicar a Polio do mundo”, sinalizaou Ana Cristina.

Sobre a doença

O vírus invade o sistema nervoso e pode causar paralisia em questão de horas em qualquer pessoa, mas principalmente em menores de cinco anos. Apesar de não haver cura para a doença, pode ser evitada através da vacinação. O período de incubação da doença varia de dois a 30 dias sendo, em geral, de sete a 12 dias.

A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas (forma subclínica) ou nenhum e estes são parecidos com os de outras doenças virais ou semelhantes às infecções respiratórias como gripe – febre e dor de garganta – ou infecções gastrintestinais como náusea, vômito, constipação (prisão de ventre), dor abdominal e, raramente, diarreia. Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

Em geral, a paralisia se manifesta nos membros inferiores de forma assimétrica, ou seja, ocorre apenas em um dos membros. As principais características são a perda da força muscular e dos reflexos, com manutenção da sensibilidade no membro atingido.

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