ESTRUTURA: Desnível na Ponte Machado da Costa será corrigido pela prefeitura

Secretário afirma que vai solicitar vistoria completa para prevenir danos maiores

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Atualizado há 9 anos

(Foto: Jair Nunes).
(Foto: Jair Nunes).

Quem passa de carro pela ponte Machado da Costa sente um solavanco em um determinado ponto da via de rolamento. Um desnível no piso preocupou usuários do elo entre o centro e o Distrito de São Cristóvão. Na manhã desta terça-feira, 07, o Secretário de Planejamento de União da Vitória, Clodoaldo Goetz, foi até o local acompanhado pelo engenheiro e Diretor de planejamento, Mateus Leme, para conferir se havia dano estrutural na ponte.

Depois de um levantamento, Leme disse que o dano não apresenta risco imediato à estrutura da via de rolamento. “Na verdade, não chega a ser um problema, é uma situação corriqueira no suporte de uma das placas de concreto da ponte, que se movimentou”, explicou. O engenheiro disse ainda que a ponte terá de ser interditada para que a Secretaria de Obras faça o reparo necessário. “A placa terá de ser macaqueada para o conserto, por isso a necessidade de desviar o trânsito do local”, disse.

A movimentação da placa foi registrada em fotos. Segundo Clodoaldo Goetz, a ajuda dos usuários é necessária. “É preciso que os condutores andem em velocidade mais baixa, quanto mais alta a velocidade, mais o dano tende a aumentar”, disse. Goetz contou que vai sugerir ao prefeito um Raio X da ponte para averiguar sua atual situação. “Vamos fazer uma varredura, escanear mesmo. Precisamos ver se ele está aguentando a carga e o volume de tráfego, principalmente de caminhões e ônibus que passam pelo local”. O mesmo trabalho já foi feito anteriormente na Ponte dos Arcos

Ponte maltratada

Um dos cartões postais de União da Vitória, a Ponte Machado da Costa, ou Ponte de Ferro, está maltratada. Fora os problemas nas placas do piso para veículos, a ferragem da ponte está suja e necessitando de avaliação técnica. Outro problema é a ausência de parte da malha de proteção das passarelas. Ciclistas e pedestres correm o risco de cair no rio, caso sofram uma queda em no trajeto.

A Ponte por onde já entrou e saiu o progresso, pelos vagões dos trens, vive do passado, sonhando, depois da anunciada quarta ponte ser construída, ser restaurada, com a volta dos trilhos para turismo e contemplação. Enquanto isso sofre com a alta velocidade, irresponsável pelos condutores que saem do centro, com a carga dos caminhões e peso dos ônibus, além da falta de segurança nas passarelas.

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