Cemitério Municipal de São Cristóvão não tem mais espaço para jazigos

Administrador do local recomenda que familiares enterrem seus entes queridos com sistema de sepulturas em forma de gavetas

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Atualizado há 14 anos

Cemitério 5
Wannessa Stenzel/Jornal O Comércio

Eubino Schoersovski é administrador do Cemitério Municipal do Distrito de São Cristóvão, em União da Vitória. Há 20 anos, ele já acompanhou funerais de inúmeras personalidades da cidade. Pode-se dizer que o senhor Eubino conhece parte da história da cidade pelos nomes e datas que constam nos jazigos. Digo isso porque Eubino nos confidenciou esta passagem enquanto conversávamos sobre a estrutura do cemitério. Durante a conversa, o administrador confirmou preocupação pela falta de espaço para os jazigos no local. A informação procede. O cenário visto pela reportagem de O Comércio foi de um cemitério com jazigos até nos corredores entre uma sepultura e outra. O cemitério está localizado na Rua Projetada.

Cemitério 1
Wannessa Stenzel/Jornal O Comércio

Foi então que Eubino preocupado com a situação marcou uma conversa com o prefeito de União da Vitória, Pedro Ivo Ilkiv. O prefeito, segundo Eubino, entendeu a situação. Disse que serão feitas melhorias no espaço do cemitério, além de recomendar que a comunidade adquira um novo espaço em um jazigo onde já esteja enterrado um familiar (gavetas), pois desta forma será possível economizar espaço. Já que quase não é possível construir novos jazigos.

Ainda, segundo Eubino, não há previsão para implantação de um novo cemitério para o local. “O jeito é tentarmos resolver o problema de outra forma”, conta.
Atualmente, no Cemitério Municipal, constam três sepulturas, tendo 12 mil pessoas sepultadas. Algumas sepulturas ainda não foram ocupadas, sendo, na sua maioria, concessões outorgadas (ampliações) mais recentes.

Cemitério 2
Wannessa Stenzel/Jornal O Comércio

Sepulturas esquecidas
Eubino fez uma observação as autoridades pedindo que fossem desativadas as sepulturas esquecidas pela comunidade. Ele conta que logo na entrada do cemitério há uma sepultura em que há mais de 20 anos não é visitada. A pintura da mesma já está envelhecida, bem como as faces de sua obra. Inclusive na manhã desta segunda-feira, 18, a sepultura servia de suporte para latas de tinta, entre outros. “A desativação das sepulturas esquecidas por parte das autoridades seria uma solução. Nestas adaptaríamos novos jazigos. Acredito que esta determinação pudesse vir dos vereadores da cidade.”

Cemitério 4
Wannessa Stenzel/Jornal O Comércio

Patrimônio antigo
De acordo com Eubino, a história do cemitério é de longas datas. Sem documentos em mãos, ele acredita que o patrimônio tenha mais de 60 anos. O que ele sabe é de que o cemitério teve início com os jagunços que traziam os entes com carro de boi para o local.

Mapeando
Eubino para facilitar a vida dos freqüentadores do cemitério estava organizando um mapeamento do local. Mas o trabalho foi encurtado com o furto dos papéis. “Hoje não tenho mais o material, infelizmente. Tenho que recomeçar.”

Frequentadores
As irmãs Erminda Brito e Lindamir França não medem esforços para visitar os entes queridos no Cemitério de São Cristóvão. No entanto, elas também admitiram a preocupação com a superlotação do local. “Está parecendo um ‘puleiro’ este cemitério. Teriam que construir um novo”, brinca Erminda.

Cemitério 3
Wannessa Stenzel/Jornal O Comércio

Mato no local
Eubino confirma que entre as reclamações dos moradores o matagal desponta a lista. No entanto, no início dessa semana Rogério Shuerzoski fez a manutenção do local. Ele explica que os fatores chuva e sol acarretam o crescimento do mato no local. Rogério ainda contou que no momento esta fazendo trabalhos particulares no local, mas em breve será contrato pela prefeitura.

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