A palavra Retrospectiva, do termo latino retrospectare, é nada mais do que olhar para trás, e significa, geralmente, rever e relembrar eventos que já ocorreram, em forma de um relato ou análise. Muitas vezes, é organizada ao final do ano, referente aos eventos ocorridos ao decorrer dele. O ano de 2017 foi intenso. No campo político, cultural, econômico, social e cotidiano foi como um vulcão ativo e sem precedentes. O País foi sacudido por denúncias, prisões de alto escalão e conflitos entre Poderes, alguns em ebulição até agora.
Mas como retratar 365 dias da história de um País? Pelas manchetes da imprensa. Buscamos as mais importantes para ilustrar como foi o nosso ano. Você pode sentir a falta de algumas, mas também vai lembrar de como fatos importantes foram acontecendo ao longo dos meses até agora. Acompanhe:
As manchetes de 2017:
1º de janeiro – Surto de febre amarela causa centenas de mortes nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte
6 de janeiro – Rebeliões em presídios do Brasil culminam na morte de cerca de 120 prisioneiros.
19 de janeiro – Acidente aéreo em Paraty, Brasil, mata o ministro e relator da Operação Lava Jato no STF, Teori Zavascki, o empresário Carlos Alberto Filgueiras e outras três pessoas.
30 de janeiro – Polícia prende o proprietário do Grupo EBX, Eike Batista, por supostas propinas a autoridades do Rio de Janeiro, inclusive o ex-governador Sérgio Cabral Filho.
2 de fevereiro – O ministro do STF Edson Fachin é sorteado novo relator da Operação Lava Jato, após a morte de Teori Zavascki.
17 de março – É deflagrada a Operação Carne Fraca, que investiga algumas das maiores empresas de processamento de carne do país.
28 de abril – É realizada uma greve geral nacional contra cortes em benefícios de seguridade social e mudanças nas leis trabalhistas pelo governo Michel Temer.
19 de maio – O STF divulga o acordo de delação premiada da JBS, revelando que a empresa pagou 500 milhões de reais em propina a políticos, incluindo o presidente Michel Temer, seus antecessores Dilma e Lula e os ex-candidatos a presidente Aécio Neves e José Serra.
24 de maio – Manifestantes incendeiam a sede do Ministério da Agricultura em Brasília em meio a pedidos pelo impeachment ou renúncia do presidente Michel Temer por suspeitas de corrupção.
12 de julho – O juiz Sérgio Moro condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Foi o primeiro presidente do Brasil a ser condenado criminalmente desde a promulgação da Constituição de 1988.
2 de agosto – A Câmara dos Deputados barra denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer.
5 de setembro – Polícia Federal faz a maior apreensão de dinheiro em espécie da história do País, durante cumprimento de busca e apreensão na Operação Tesouro Perdido
25 de outubro – A Câmara dos Deputados barra segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, acusado de obstrução da Justiça e organização criminosa.
8 de novembro – Comissão aprova projeto que restringe aborto até em caso de estupro
23 de dezembro – Indulto de Natal de Michel Temer provoca polêmica na Lava Jato.
Destaques do esporte
O ano de 2017 ficará na memória como aquele em que Usain Bolt, um dos maiores atletas da história, se despediu das pistas. O mundo inteiro também acompanhou a vitória épica de Floyd Mayweather no combate da década no UFC. No Brasil, o ano foi de Corinthians e Grêmio.
Em 2017, o português Cristiano Ronaldo ganhou mais uma vez o prêmio de melhor jogador do mundo pela Fifa. Com o quinto galardão, CR7 se igualou a Messi. Já o piloto de Fórmula 1, Lewis Hamilton britânico venceu em 2017 seu quarto título mundial. O técnico de futebol Renato Gaúcho, Campeão da Copa Libertadores de 2017 com o Grêmio, Renato Gaúcho se tornou o primeiro brasileiro a conseguir o feito como jogador (em 1983, também com a equipe gaúcha) e como treinador da competição.
O mundo
Tragédias ambientais, ataques terroristas, eleições presidenciais e conflitos que mudaram a vida de milhões de pessoas. Em 2017, o mundo seguiu com os olhos atentos aos mandos e desmandos das grandes potências mundiais, enquanto recolheu os restos de destruição por onde passaram. Ao mesmo tempo em que a palavra ‘Feminismo’ foi escolhida pelo dicionário norte-americano Merriam-Webster como a palavra do ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, – envolvido em diversas polêmicas – foi acusado de assédio sexual, junto a uma lista de celebridades de Hollywood.
A Coreia do Norte deixou o mundo em alerta durante todo o ano de 2017, com sua série de lançamentos de mísseis e o maior teste nuclear da história, em uma tentativa de atingir, e intimidar, seu maior adversário: os Estados Unidos.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump declarou, recentemente, Jerusalém a capital de Israel, contrariando a guerra secular que é travada na região por disputa geográfica e religiosa. O resultado? Mais guerra e ataques terroristas.
Na Venezuela, o polêmico referendo de Nicolás Maduro dividiu opiniões na América Latina. O país passa pela sua pior crise, com instabilidade política e uma violência que disparou o número de mortes. E os protestos separatistas da Espanha quase culminaram em uma guerra civil.
As tragédias ambientais chegaram a mexer no preço do barril de petróleo dos Estados Unidos, deixaram Portugal de luto após um incêndio, assim como na cidade do México, após terremoto, em outubro desse ano. Maior do que a destruição de tsunamis, terremotos, e furacões, foi o ataque sofrido na Somália. É o pior atentado da história recente, que deixou mais de 350 pessoas mortas em um país que vive uma constante guerra civil que, raramente, chega às primeiras páginas do noticiário internacional.
O presidente Michel Temer segue buscando forças para votar a favor da reforma da Previdência, adiada para o ano que vem. Enquanto na Argentina, a greve contra a medida do governo de Maurício Macri, que paralisou os voos de companhias aéreas que partiam do Brasil, não foi suficiente para barrar a aprovação da proposta pouco após as 7h (horário local) do último dia 18.