Saúde alerta para cuidado com macacos mortos na região sul do Paraná

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Atualizado há 9 anos

PrevenXXXXoXPRCasos de Febre Amarela, com óbitos, estão preocupando todo o Brasil. De acordo com o chefe da 6ª Regional de Saúde, Henrique César Guzzoni, a situação na região ainda é tranquila, isso é, com nenhum caso registrado até o momento.

No entanto, Guzzoni pede olhos abertos com os macacos. A mortandade de macacos é um forte indicio da presença de febre amarela. “Não tivemos nenhum macaco morto nessas condições, somente por atropelamento, caça predatória, mas não pela presença do vírus da febre amarela”, explicou.

Nem por isso se deve relaxar. Como a região tem área nativa preservada, também há presença dos bichinhos. Guzzoni alertou que o macaco não transmite febre amarela, e sim o mosquito contaminado.

“ Então se o produtor rural, a pessoa que tem rancho de veraneio encontrar um macaco morto, ele deve acionar com urgência, as equipes de saúde do seu município, ou a 6ª Regional de Saúde. O animal será coletado e vai passar por exames para descartar ou confirmar a presença da febre amarela, no entanto aqui na região, ainda não há com que se preocupar”, esclareceu.

Vacinação

Guzzoni explicou que a vacinação no Paraná, está disponível, em qualquer posto de saúde, para crianças até os nove meses de idade e para pessoas que vão viajar para cidade consideradas endêmicas ou epidêmicas.

A vacinação em massa, por enquanto, está descartada, ou seja, não há previsão disso pelas autoridades de saúde do Estado.

O que é a Febre amarela

 A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um vírus e transmitida por mosquitos. A infecção pode ser categorizada de duas formas: febre amarela urbana, quando é transmitida pelo Aedes aegypti; ou febre amarela silvestre, quando transmitida pelo Haemagogus e Sabethe.

A doença é considerada aguda e hemorrágica e recebe este nome, pois causa amarelidão do corpo (icterícia) e hemorragia em diversos graus.

O vírus é tropical e mais comum na América do Sul e na África. Apesar de ser considerado um vírus perigoso, a maioria das pessoas não apresentam sintoma e evoluem para a cura.

A febre amarela pertence à classificação das arboviroses, tendo várias diferenças entre a dengue e ao Zika vírus, apesar de pertencerem à família dos Flavivírus.

Macacos e os sinal da febre amarela

MACAQUINHOAs espécies de macacos mais comuns no Paraná são o macaco-prego e o bugio. A Secretaria ainda não confirmou quais espécies eram a dos macacos encontrados mortos.

A contaminação pela febre amarela acontece apenas por meio de picada de mosquitos, que podem transmitir o vírus tanto para o homem como para os animais. A Secretaria da Saúde destaca que os macacos costumam ser os primeiros infectados com o início da circulação do vírus.

A detecção de indivíduos doentes pode ser essencial para a elaboração de campanhas de vacinação. A orientação é para que cidadãos que encontrem animais mortos comuniquem a secretarias de saúde dos municípios para que sejam feitas análises.

O Paraná não tem casos confirmados de febre amarela. Neste ano, foram diagnosticados casos da doença em cidades de São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais.

O Paraná e a Febre Amarela

Com os surtos de febre amarela pelo Brasil, a Secretaria da Saúde reforça os cuidados para evitar que a doença atinja o Paraná. Em videoconferência com as 22 regionais de saúde do Estado na última sexta-feira, 12, foram repassadas orientações referentes à prevenção, vigilância e assistência.

O objetivo é organizar e articular o trabalho realizado nos 399 municípios. Diferente de outros estados do país, o Paraná não está fracionando as doses da vacina contra a febre amarela.

É necessária apenas uma dose da vacina para garantir a imunidade por toda a vida. A vacinação está disponível em todas as cidades do Estado nas principais unidades de saúde.

Ela é indicada para crianças a partir dos 9 meses e adultos até os 59 anos. O alerta principal é para pessoas que residem em áreas de matas e rios ou que fazem atividades como trilhas, pesca e acampamentos.

Quem for visitar esses locais, deve procurar a unidade de saúde pelo menos 10 dias antes da viagem. Esse é o tempo necessário para garantir a devida imunização contra a doença.

Para gestantes, mulheres que amamentam, crianças até 9 meses de idade, adultos maiores de 60 anos, pessoas com alergia grave a ovo ou imunodeprimidos a recomendação é que só sejam vacinados com indicação médica.

Registros só em 2008

O último caso de febre amarela autóctone confirmado no Paraná foi em 2008, em Laranjal, região central do Estado. Com relação a óbitos, os últimos também ocorreram no mesmo ano nas cidades de Maringá (caso importado) e Laranjal.

Além da vigilância de casos, o Estado também realiza a vigilância do óbito de macacos e coleta de mosquitos. Apenas em 2017, foram investigados 182 pontos em 89 municípios, o que corresponde a 22,3% do território estadual.

O último inquérito foi realizado no mês de dezembro e, até agora, todos os resultados foram negativos para a presença do vírus.

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