
A morte das quatro mulheres que estavam em um ponto de ônibus, na Linha Verde, em Curitiba, quando foram atingidas por uma viatura da Polícia Militaré tratada como uma fatalidade pela corporação. A afirmação é do tenente-coronel Mário Henrique do Carmo, comandante do 20º Batalhão da Polícia Militar, que falou em coletiva de imprensa após a confirmação das mortes.
“Nós acreditamos que não existiu excesso de velocidade. Eu acredito que foi uma fatalidade, pois temos uma informação de que a viatura desviou de um transeunte antes de avançar no ponto de ônibus. Poupa-se uma vida e essa viatura acaba colhendo outras quatro”, contou o comandante.
Carmo não soube dizer, no entanto, para onde os policiais estavam indo e se eles estariam dando apoio a uma situação. “Nós não conversamos com eles ainda e só eles vão poder nos dizer o que aconteceu. O que eu posso dizer é que a viatura estava se utilizando dos dispositivos luminosos de emergência e isso foi constatado por um policial rodoviário federal que estava muito próximo”, finalizou.
Duas mulheres morreram ainda no local do atropelamento, uma morreu dentro da ambulância, enquanto era levada ao hospital e a última durante atendimento no Hospital Cajuru.
O Instituto Médico Legal (IML) identificou todas elas e afirmou que os policiais militares que se envolveram no acidente já compareceram ao instituto para colher material para exames de dosagem alcoólica e toxicológicos.
Além das investigações da Polícia Militar, o caso também será investigado pela Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran) da Polícia Civil.