POLÊMICA: Comando do 27º BPM fala sobre metas de abordagens em serviço

O assunto ganhou repercussão, porém cobrança de metas é legal e vai continuar

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Atualizado há 8 anos

Gerou repercussão, essa semana, uma reportagem publicada em um jornal eletrônico do Paraná sobre o 27º Batalhão da Polícia Militar de União da Vitória, que abrange 11 municípios da região Sul do estado. A notícia falava sobre uma ordem do comando que estabelece metas, com número mínimo de abordagens que devem ser feitas por cada equipe de patrulhamento. Ainda segundo a reportagem, para os policiais militares que não alcançam a meta são instaurados procedimentos internos por transgressão disciplinar. Em julho, quatro militares se tornaram objeto de apuração por não atingir o número mínimo de revistas.

O Comandante da PM de União da Vitória, Major Renato dos Santos Taborda, concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal O Comércio para falar sobre o vazamento do memorando (documento interno) que foi parar nas mãos da imprensa. Segundo o oficial de comando, a PM é uma instituição pública e o policial trabalha 24 horas. “Nosso trabalho é pautado pela legalidade, ou seja, a Polícia Militar tem sua legislação própria, aquilo que ela é obrigada a fazer”, explicou. Taborda diz que, apesar desta legislação, a existência de memorandos, normas e portarias serve para dar praticidade e melhor colocar aquilo que o servidor público militar deve fazer. “O que acontece é que temos uma minoria que infelizmente você tem de colocar regras e determinações para que se cumpram. Se todo mundo fosse comprometido com a causa pública e fizesse aquilo que é sua obrigação, não precisaria de lei”, ponderou o comandante

Memorando

Taborda comandoSobre o documento vazado, Taborda afirma que a comunidade clama por segurança e que a Polícia Militar não custa barato. “Na verdade, é muito dinheiro público investido na PM, então nós temos que otimizar e usar da melhor forma possível esses meios que nós temos. Quando se fala em metas, são situações que o policial consegue executá-las. Nossos policiais trabalham de forma dedicada, mas em algum momento, um ou outro deixa de cumprir”. A autoridade policial confirma que o documento vazou de dentro da própria Polícia. “Quem postou isso e forneceu o documento é do público interno”, sentenciou. Quanto aos reclamantes, Taborda reiterou que se trata de uma minoria. “Talvez esteja descontente, e pode ser até uma pessoa só, mas irradia esse descontentamento. Mas continuamos trabalhando”, disse.

A reportagem exibida em uma plataforma digital não faz menção, mas o comandante acredita que o documento interno vazou de propósito da corporação, para criar algum tipo de constrangimento ou desestabilizar o bom trabalho da Polícia Militar de União da Vitória.

 

Metas continuam

O comandante disse que não há ilegalidade no ato e que as estatísticas provam que a segurança melhorou com as metas. Pelo texto do memorando, cada equipe de patrulhamento de União da Vitória e da 3ª Cia, de São Mateus do Sul, deve abordar pelo menos dez pessoas, cinco carros e cinco motos por turno. Nas demais cidades atendidas pelo batalhão, a meta é de cinco pessoas, três automóveis e três motos. Todas as revistas devem ser detalhadas em um relatório, entregue aos oficiais.

Para o cumprimento do número mínimo de abordagens só contam as revistas feitas a partir da iniciativa das próprias equipes de patrulhamento. Não são contabilizados os atendimentos de chamadas feitos via 190, onde a presença policial militar é solicitada. “As metas vão continuar, estamos trabalhando dentro daquilo que é legal, a crítica é bem-vinda, por mais que existam críticas destrutivas. Mas se alguém me provar que eu estou errado, eu sou muito humilde para retirar, mas até agora, ninguém me apresentou uma forma de fazer melhor do que isso”, afirma.

 

 

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