ME LEVA PRA CASA?: Amanhã tem Feira de Adoção em União da Vitória

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Atualizado há 8 anos

Se você procura um cãozinho para chamar de seu, a Feira de Adoção pode ser um bom lugar. O evento acontece neste sábado, das 9 às 14h, na Praça Alvir Riesemberg, no centro de União da Vitória. De novo, a mobilização, que promove o fim do abandono dos animais é dos Protetores Sem Fronteiras, coletivo que, há algum tempo, tem o final feliz como bandeira. Além dos cachorrinhos prontos para a adoção, vai ter mais. “Vamos ter uma barraquinha, uma espécie de lojinha para vendermos alguns produtos, para fazer um fundo para auxiliar no tratamento dos animais resgatados”, conta uma das voluntárias, Marlene Goulart.

Quem pode adotar

As protetoras não entregam os bichinhos para qualquer pessoa. Para garantir que o cãozinho adotado realmente encontre um lar, o adotante precisa realmente estar consciente de sua ação. “Todas as pessoas podem ir lá e ver os animais, mas para levar é preciso que as pessoas saibam que é mais uma vida e que ela fará parte da vida dessa pessoa por pelo menos dez anos. Ela tem que entender que os animais precisam de espaço, de alimentação, de carinho”, pontua.

Quem adota, assina um Termo de Adoção. O documento ajuda no monitoramento da nova vida do cãozinho. “Quando entregamos fêmeas, nos mesmos vamos buscar para castrar mas claro, se a pessoa puder fazer isso, melhor”, diz Marlene.

Trabalho é voluntário

Os Protetores Sem Fronteiras atuam nas duas cidades do Vale do Iguaçu. Os voluntários ajudam quem reúne animais em casa por iniciativa própria e no atendimento dos bichos que estão em sofrimento ou em situações de abandono. Por conta dos gastos, eventos como a Feira de Adoção são realizados periodicamente. “Em muitos destes lares de quem abriga os animais, levamos a Ação Social para lá e nós mesmos ajudamos com cesta básica, com mão-de-obra, procurando emprego para os membros da família, fazemos campanha de móveis e de roupas”, revela.

Mesmo com as ações, número de abandono não diminui

A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil existem mais de 30 milhões de animais abandonados, entre 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. Em cidades de grande porte, para cada cinco habitantes há um cachorro. Destes, 10% estão abandonados. No interior, em cidades menores, a situação não é muito diferente. “O abandono continua. A cultura está mudando nas nossas cidades. Muitas pessoas estão indo para os apartamentos e deixando os animais. Se não, eles dão para o jardineiro, para a diarista. Ela se desfaz, mas o animal vai para a periferia. Ele acaba morrendo de tristeza e, quando vive, pega cria de animal maior, o pelo embola tudo, fica sujo, pega doença”, confirma Marlene. “As coisas não melhoraram”, completa.

Para a voluntária, a castração dos machos é a melhor opção para a redução no número de animais de rua. Publicações do gênero são compatíveis com essa ideia. A intervenção, além de evitar que os animais procriem descontroladamente, também diminui o risco de problemas de saúde, principalmente tumores de útero, ovários e mamas nas fêmeas e de próstata nos machos. O método também pode deixar o animal mais tranquilo e menos agressivo e até ajudar na diminuição do ‘xixi’ pelos cantos da casa. Só para se ter ideia: uma cadela entra no cio a cada seis meses e pode gerar até nove filhotes em cada ninhada.

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