Candidato ao senado, Beto Richa é preso em Curitiba

Fernanda Richa, Pepe Richa e Deonilson Roldo também foram presos e Joel Malucelli teve prisão decretada

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Atualizado há 8 anos

beto-e-fernandaO ex-governador do Paraná e candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB) foi preso preventivamente nesta terça-feira, 11, em Curitiba.

A esposa dele, Fernanda Richa, também foi presa. Conforme o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), está na lista dos que foram presos o ex-secretário especial de Cerimonial e amigo de Richa, Ezequias Moreira.

O empresário e suplente de Senador Joel Malucelli também teve a prisão decretada, mas não foi encontrado na hora da chegada dos policiais.

As prisões foram feitas pelo GAECO, órgão vinculado ao Ministério Público do Paraná. Ao mesmo tempo, foi deflagrada pela Polícia Federal a 53ª fase da Lava Jato. Policiais cumpriram mandados de busca e apreensão no Palácio Iguaçu e na casa de Beto Richa, no bairro Mossunguê, em Curitiba.

Ainda segundo o Gaeco, são operações distintas. As prisões da família Richa teriam ligações com denúncias de desvios em licitações.

Lava Jato

A nova fase da Lava Jato, chamada de Operação Piloto, foi deflagrada nos estados da Bahia, São Paulo e Paraná para investigar contratos da Odebrecht. Aproximadamente 180 Policiais Federais cumprem 36 ordens judicias nas cidades de Salvador, São Paulo, Lupianópolis (PR), Colombo (RMC) e Curitiba.

O objetivo da investigação é a apuração de suposto pagamento milionário de vantagem indevida no ano de 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, em favor de agentes públicos e privados no Estado Paraná, em contrapartida ao possível direcionamento do processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323 na modalidade parceria público-privada.

As condutas investigadas podem configurar, em tese, os delitos de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

O nome dado à operação policial remete a codinome atribuído pelo Grupo Odebrecht em seus controles de repasses de pagamentos indevidos a investigado nesta operação policial.

Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba/PR onde permanecerão à disposição da Justiça. Uma entrevista coletiva está marcada para as 10h no auditório da sede da Polícia Federal em Curitiba/PR.

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