
A pista de pousos e decolagens do aeroporto municipal José Cleto, em União da Vitória, está sendo recapeada. A informação é da Secretaria de Planejamento do município. A Empresa Engemass, de General Carneiro, que venceu a licitação e iniciou os trabalhos no último dia 24.
Conforme a secretaria, o valor global da licitação é de R$9,9 mil, e a Engemass tem 45 dias para entregar a obra. Os investimentos no aeroporto José Cleto foram repassados por meio de convênio com a Secretaria de Infraestrutura e Logística e com R$ 58,6 mil de contrapartida da prefeitura. Os recursos serão usados no recapeamento do pavimento, que terá a textura aumentada e o aeroporto passará a contar com toda a sinalização exigida pelo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta). Há, também, um estudo para ampliar o aeroporto para receber aviões de maior porte, inclusive empresariais.
Conforme o Secretário de Planejamento de União da Vitória, Clodoaldo Goetz, tudo começou com a elaboração do plano de segurança, ainda em 2017, o documento possibilitou a regulamentação do Aeroporto José Cleto. “Neste ano a aposta foi na questão da infraestrutura, o estado do pavimento estava precário e algumas aeronaves não conseguiam mais pousar e decolar na pista. A administração municipal fez o projeto, encaminhou ao governo do Estado, e as obras começaram”. Ainda segundo Goetz, além de todo o pavimento da pista, serão recuperados a área de taxiamento das aeronaves, o estacionamento e o acesso ao aeroporto. Se o tempo permitir, as obras serão entregues antes do prazo estipulado.
Pista mais curta
Além do pavimento novo, a pista de pouso que tinha 1.000m passará a ter 814m, ou seja, será reduzida. “Isso não está relacionado à economia como muitos podem pensar. Esta nova extensão da pista é fruto do Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromo (PBZPA) que foi realizado por empresa especializada. Para chegar a essa definição foram observados diversos fatores de segurança, entre os quais está a proximidade com o Morro do Cristo, por exemplo”, disse o secretário de planejamento Clodoaldo Goetz, que é, inclusive, o gestor municipal do aeroporto por força de decreto municipal.
O prefeito Santin Roveda entende que a obra é fundamental e que não está isolada. “Mais que uma ação necessária pelas condições precárias que se encontrava a pista de pouso – quem é piloto sabe do que estou falando – esta obra tem a ver com a segurança, saúde e com o desenvolvimento econômico regional. Está conectada a outras ações que estamos fazendo e, com certeza, somará em muitos benefícios para a comunidade”, resumiu Santin.
Um lugar ao céu
A demanda por voos no Paraná deve dobrar em até 15 anos, prevê o governo do Estado em documento que analisa o sistema aeroportuário paranaense. A estimativa mostra que o número de passageiros transportados hoje, em torno de 12 milhões, deve chegar a cerca de 23 milhões em 2030. Lideranças políticas trabalham desde 2011 para inserir o aeroporto José Cleto entre os que oferecem voos comerciais regionais. Para tanto, a estrutura física do aeroporto tem de oferecer as condições necessárias e infraestrutura para pousos e decolagens à noite e por aparelhos, o que será possível a partir da estruturação do local.



