
A cidade de União da Vitória chegou ontem, 27, aos seus 123 anos de emancipação político-administrativa. Com um comércio forte, setor produtivo em expansão e um povo trabalhador é a cidade pólo da Associação dos Municípios do Sul do Paraná (Amsulpar).
Na data de seu aniversário inúmeras ações foram levadas à público. As festividades começaram às 8 horas com o hasteamento da Bandeira do Brasil, Paraná e do Município, um ato solene que representou a conquista de um povo. O hasteamento foi realizado na Praça Coronel Amazonas pelo prefeito de União da Vitória, Pedro Ivo Ilkiv, Major Emerson Luiz Pinto da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar Heróis do Contestado, em União da Vitória (2ª CIA) e 5º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado (5º BEC), Edilson Silva de Oliveira.
Residencial Horst Waldraff
Ainda dentro do cronograma das ações alusivas ao aniversário foi realizada pela manhã uma solenidade muito animadora para os moradores do Distrito de São Cristóvão. O motivo foi a realização do sonho da casa própria. Assim sendo, o ato incluindo-se na programação das festividades do Aniversário de União da Vitória quando aconteceu a inauguração do Residencial Horst Waldraff. A solenidade foi na Rua Eurico Cleto da Silva.
De acordo com o presidente da Cohapar, Mounir Chaowiche, foram entregues 124 chaves e mais 46 serão entregues no começo de abril. A entrega das casas – uma parceria com a Caixa Econômica Federal, é um empreendimento do Programa Minha Casa Minha Vida.
O empreendimento é constituído por 170 casas, cada uma com área privativa de 36,77 metros quadrados, distribuídos em dois quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço, ao custo médio unitário de R$ 50 mil.
O Residencial reserva ainda seis imóveis para pessoas com necessidades especiais, com área de 46,61 metros quadrados. A maior área construída é para possibilitar o giro de 360 graus da cadeira de rodas, em todos os cômodos, além de portas e janelas adaptadas. O Condomínio, conforme explicou Pedro Ivo, possui infra-estrutura completa, com pavimentação, meio-fio, redes de água, esgotamento sanitário, drenagem e energia elétrica.
Homenagem à Ítalo Conti
Os moradores também presenciaram na manhã de ontem uma homenagem à Ítalo Conti. O general “boa-praça”, como ficou conhecido o general da reserva Ítalo nos deixou em novembro de 2012 aos 97 anos de idade. O paranaense é natural de União da Vitória, nascido no dia 29 de setembro de 1915. Foi então que a família de Ítalo acolhendo um pedido feito pelo mesmo lançaram às margens do Rio Iguaçu as cinzas do corpo do General. A ação aconteceu das imediações da Ponte Machado da Costa.
Em seguida, por volta das 11h, aconteceu na Praça Expedicionários o descerramento de uma placa em homenagem ao General. É oportuno salientar que a homenagem foi originada por meio de um requerimento de autoria do vereador Luilson Schwartz aprovado por unanimidade pelos componentes do Legislativo Municipal e evidentemente atendido pelo Prefeito Pedro.
Estiveram presentes o prefeito Pedro Ivo, o vice prefeito Jair Brugnago, o presidente da Câmara de Vereadores, Gilmar Jarentchuk, o vereador proponente do requerimento, Luilson Schwartz, senhora Odete Khury Conti, viúva do general, seus filhos Ítalo Conti Júnior e Vera Lúcia Conti Queiroz, o Deputado Estadual Alexandre Curi, sobrinho neto do General, a desembargadora doutora Ângela Khury Munhoz da Rocha, sobrinha neta, a Procuradora do Tribunal de Contas do Paraná, doutora Adriane Curi, também sobrinha neta do General e demais autoridades locais e regionais. O descerramento foi arraigado de muita história e emoção.
No entanto, a vida militar começou cedo, no Rio Grande do Sul, onde Conti era voluntário do Exército e se colocou à disposição para defender o Brasil na Segunda Guerra Mundial.

Milhares de pessoas também participaram dos festejos do aniversário da cidade no Estádio Municipal Antiocho Pereira. A movimentação começou por volta das 13h com transporte coletivo gratuito dos bairros para o local.
Bandas marciais locais e regionais se apresentaram para o público presente. O show mais aguardado foi o da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros da Marinha do Brasil. Antes, o 2º Sargento Samuel Alves que também é Tenor do Corpo de Fuzileiros presenteou o público com belas canções. O espetáculo começou por volta das 16h com 98 fuzileiros uniformizados e alinhados. O público correspondeu à altura das apresentações e aplaudiu de pé as evoluções da banda.
Com os integrantes, a Banda ganha forma de vários objetos. Mas o ponto alto da apresentação foi a formação dos algarismos numéricos 1-2-3 alusivo a idade de União da Vitória.
A Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros da Marinha do Brasil é considerada uma das três maiores Bandas do mundo neste estilo e também a maior da América Latina. O seu repertório varia de clássicos militares, Música Popular Brasileira (MPB) e até internacionais.
Chegada do Coelho
Logo após as apresentações, que animou a festa foi o Coelho da Páscoa. O símbolo da Páscoa chegou e distribuiu seis mil kits de chocolate para as crianças, que aguardavam ansiosas pelo presente.
Cidade sul paranaense
União da Vitória, cidade sul paranaense é assim: um município acolhedor que tem o seu povo como o seu maior tesouro. Gente que trabalha e luta por um dia a dia melhor. Gente que acredita na sua cidade. Gente que se alegra em comemorar, afinal são 123 anos de história eternizadas às margens do Rio Iguaçu. De acordo com o censo realizado em 2007, o município possui 51.043 habitantes.
Suas lendas
A cidade é conhecida também por suas lendas. Uma delas com origem na Guerra do Contestado. De acordo com a moradora do Distrito de São Cristóvão, Marli de Assis Silva e o filho Alvir Vinicius, uma das mais famosas lendas é a do profeta João Maria que preconizou as enchentes que assolaram a cidade.
Contam os historiadores de União da Vitória que quando esteve na cidade em 1896, São João Maria plantou uma cruz no alto de um morro. Previu que se um dia ela caísse, o Rio Iguaçu subiria de nível e inundaria a cidade. Dias antes das enchentes de julho de 1983, a cruz tombou de lado, sem chegar a cair. Foi o suficiente para que a população realizasse procissões até o morro da Cruz, mas isso não bastou: a chuva engrossou e as águas cobriram a cidade. Só ficaria de fora, segundo a profecia, a residência do coronel Amazonas Marcondes.
Fonte: http://emelizeandreiv.blogspot.com.br
Colonização
A colonização de União da Vitória iniciou em 1881 com a vinda de imigrantes italianos, alemães, poloneses, ucranianos e suíços atraídos pelo clima e topografia semelhantes as de seus locais de origem. Vieram também imigrantes sírio-libaneses, que ajudaram a impulsionar o comércio local, e migrantes vindos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Fotos: Bruna Kobus/Jornal O Comércio

















