‘No trânsito, somos todos pedestres’. Esse foi o lema da campanha Maio Amarelo há alguns anos. E, se parar para pensar, é realmente isso. Mesmo os motoristas ou quem está a bordo de outro meio de transporte, é pedestre em algum momento de sua rotina nas ruas. Vulnerável, o pedestre acaba sendo uma das maiores vítimas dos acidentes de trânsito: daí a necessidade de caminhar com atenção, de olhar no semáforo, de não se distrair com o celular e sim, de políticas públicas que foquem com exclusividade em quem vai a pé.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,5 milhão de pessoas morrem, no mundo, por ano em acidentes de trânsito, e desse total, metade das vítimas são ciclistas, motociclistas e pedestres. Por isso, um dos objetivos da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030, por exemplo, é a redução para a metade do número global de mortes e lesões causadas por acidentes de trânsito.
Você no trânsito
Cartilha disponível no site do Departamento Nacional de Transito do Paraná (Detran/PR), lista uma série de normas para a circulação de pedestres. Conforme o órgão, as orientações visam “garantir a prioridade e segurança no trânsito”.
Entre outras sugestões, por exemplo, o texto explica que nas áreas urbanas, quando não houver passeios ou quando não for possível usá-los, “a circulação de pedestres na pista de rolamento será feita com prioridade sobre os veículos, pelos bordos da pista, em fila e no sentido contrário ao dos condutores”.
O texto mostra também que, “antes de cruzar a pista de rolamento, o pedestre tomará precauções de segurança, levando em conta a visibilidade, a distância e a velocidade dos veículos, utilizando faixas de pedestres quando elas existirem”.
Muito além da olhadinha
Ser pedestre vai além de olhar para os dois lados da rua antes de atravessá-la. Ainda conforme o Detran no Paraná, obedecer às indicações das luzes dos semáforos para pedestres, é fundamental. No Vale do Iguaçu, este tipo de sinalização está disponível em vários pontos. Mas, nem sempre a transição de cores, do vermelho para o verde e para o amarelo, é respeitada.
Uma sondagem informal e breve feita pela reportagem, por exemplo, percebeu uma sequência de falhas neste aspecto. Na Avenida Manoel Ribas, coração de União da Vitória, por exemplo, o cruzamento das ruas praticamente sem observar as cores dos sinais, é quase uma constante. “Temos agora os sinais até com o tempo para o pedestre atravessar. O que acontece também é a pressa do pedestre em atravessar. Isso vai muito da conscientização. Tive a oportunidade de visitar a Alemanha e lá, domingo de manhã, sem nenhum carro na rua, o pedestre não passa no sinal vermelho para ele. Acredito que aqui, com o tempo, as pessoas vão respeitar o sinal”, comenta o secretário de Planejamento de União da Vitória, Clodoaldo Goetz.
De olho nos pedestres, a mobilização de lançamento do Maio Amarelo na cidade, “puxou a orelha” de quem pisou na bola. “No dia 2, o mascote da campanha pegava na mão de quem estava atravessando fora da faixa”, conta. “Ao longo de todo o mês, vamos ter blitz e vamos orientar o pedestre sobre o momento da travessia”.
Definição
Conforme o Detran do Paraná, “trânsito é o conjunto de deslocamentos diários de pessoas pelas calçadas ou passeios e pistas de rolamentos; é a movimentação geral de pedestres e de diferentes tipos de condutores. O trânsito reflete o movimento de múltiplos interesses, atendendo as necessidades de trabalho, saúde, lazer e outras coisas, muitas vezes conflitantes”.


