CÂNCER DE BOCA: Doença é alvo de mobilização

Final de semana vai ter divulgação do assunto, na Praça Hercílio Luz; saiba mais sobre a doença

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Atualizado há 7 anos

(Foto: Divulgação).
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Entre os homens, o câncer de boca é um dos mais comuns. Entre as mulheres, por conta dos hábitos, o índice é um pouco menor. Para ambos, se não for tratado ou descoberto a tempo, é fatal.

Com base em estatísticas e potencializando a prevenção, a Rede Feminina de Combate ao Câncer e o time do Centro Universitário da Cidade de União da Vitória (Uniuv) promovem duas ações especiais. A primeira, foi no dia 29, com uma “calibragem” para profissionais. Agora, a próxima é agora, no sábado, quando no #vemprapraca, em Porto União, acadêmicos e voluntárias da rede colocam na Hercílio Luz um escovódramo e analise bucal.

A última intervenção com a comunidade foi em 2017 e garantiu, das quase 60 avaliações de boca, cinco diagnósticos para a doença. No País, a expectativa é de que novos 14 mil novos casos sejam diagnosticados até o final do ano. Foram justamente os números que mobilizaram a campanha deste ano. “Por conta do alto índice, algo que foi até relatado aos médicos oncológicos, decidimos fazer novamente a campanha. Como é um dos tipos de câncer mais frequentes na região, sentimos a necessidade de informar a população”, explica a voluntária da Rede Feminina de Combate ao Câncer, Maria Inês.

“Nosso foco é que as pessoas percebam o autocuidado, que procurem ajuda quando houver algo normal. O ideal seria buscar a consulta odontológica duas vezes ao ano. Infelizmente as lesões que podem vir a ser câncer, são indolores. Por isso, as pessoas demoram para procurar ajuda. Isso atrasa e dificulta o atendimento e cura. A saúde começa pela boca”, alerta a coordenadora da Saúde Bucal da secretaria da Saúde de Porto União, Marahane Guérios.


Semana nacional de prevenção

Ela é realizada na primeira semana de novembro, em todo o País. O período está previsto na Lei nº 13.230/2015. O objetivo da data é estimular junto aos gestores e à população, ações preventivas, campanhas educativas, debater políticas públicas, apoiar atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil


Por isso, ter o hábito de ir ao dentista, com frequência e regularmente, é definitivo. O gesto é simples, mas muitas vezes deixado de lado pela comunidade, ou por esquecimento, ou pela falta de dinheiro para custear um tratamento. “Diante de alguma lesão que não cicatrize em um prazo máximo de 15 dias deve-se procurar um profissional de saúde. Aproveite as consultas com o dentista para tirar dúvidas e, principalmente, relatar qualquer sinal ou sintoma diferente. Pessoas com maior risco para desenvolver câncer de boca (fumantes e consumidores frequentes de bebidas alcoólicas) devem ter cuidado redobrado e fazer visitas periódicas ao dentista. Uma vez diante de uma lesão suspeita, a biópsia (exame de um fragmento da lesão) deve ser realizada, e o paciente encaminhado a médico especializado”, alerta, em nota, a página do Inca.

(Fonte: Inca).
(Fonte: Inca).
Higiene

Atitudes simples, como deixar de fumar e de beber bebidas alcoólica, ter uma dieta rica em alimentos saudáveis e uma boa higiene oral, diminuem as chances de desenvolver a maioria das doenças malignas, inclusive os tumores na boca, que são os mais comuns tipos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a prevenção pode ajudar a reduzir a incidência de câncer em até 25% até 2025.

Câncer de boca

Ele é diagnosticado com mais frequência em homens acima de 40 anos, fumantes e entre quem consome bebida alcoólico com mais intensidade. Conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a doença afeta lábios – especialmente os inferiores – gengivas, bochechas, céu da boca, língua (principalmente as bordas) e a região embaixo da língua. É mais comum em homens acima dos 40 anos – mas o mais fácil de prevenir.

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