Isaías de Souza é morador há 38 anos no Distrito de São Cristovão, em União da Vitória. Entristecido, o morador procurou a nossa reportagem para denunciar uma situação de queimada em um terreno baldio ao lado de sua casa, que fica situada na Rua Princesa Isabel.

Segundo Isaías, o fogo é colocado no terreno baldio pelo proprietário do mesmo. Informações da vizinhança deram conta de que o proprietário do terreno também mora na Rua Princesa Isabel.

De acordo com Isaías a situação tem piorado. Pois o fogo no local está queimando já há 15 dias. Juntamente do matagal que toma conta do local encontramos plástico sendo consumido pelo fogo. “Eu não agüento mais este cheiro. No período da tarde o cheiro de plástico piora. O fedor da queimada tem entrado na minha casa. Eu preciso de ajuda”, relata o morador.
Proprietário do terreno
A vizinhança nos informou de que o proprietário do terreno na manhã desta quarta-feira não estava em casa. No entanto, por volta das 10h15, Isaías apontou para a esposa do proprietário que chegava em casa. Nossa reportagem foi até lá. Batemos na porta. Chamamos por alguém por mais de quinze minutos e ninguém nos atendeu.
Crime ambiental
Queimada é crime ambiental. Apesar de existirem leis ambientais proibindo a prática, ainda assim, é possível encontrar focos desse crime em vários pontos da cidade. A situação relatada no Distrito de São Cristovão é prova viva de poluição do ar. Foi então que a nossa reportagem entrou em contato com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), escritório de União da Vitória. A secretária foi solicita, porém admitiu que não conseguiríamos entrar em contato com os funcionários do IAP para averiguarem a situação. Os mesmos estão em greve por tempo indeterminado.