
Uma imagem que viralizou nas redes sociais dias antes do segundo turno das eleições presidenciais em 2018, abriu uma discussão sobre uma suposta “caixa-preta” do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O assunto voltou à tona nas últimas semanas, quando o então presidente do Banco, Joaquim Levy, pediu demissão do cargo, na metade do mês de junho. O fato aconteceu após uma polêmica envolvendo o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o indicado à diretoria de Mercado de Capitais, Marcos Barbosa Pinto, que foi chefe de gabinete de Demian Fiocca, presidente do BNDES durante o governo Lula.
No final de junho, Bolsonaro indicou Gustavo Montezano para presidente do órgão. Na nomeação do novo presidente, o porta-voz do governo, Otávio Rêgo Barros, afirmou que Bolsonaro espera que Montezano consiga realizar a devolução dos recursos para o Tesouro Nacional, e abrir a “caixa-preta” do BNDES, divulgando informações confidenciais sobre os investimentos do órgão durante o governo de Lula e Dilma (2003-2016).
Uma das maiores questões da “caixa-preta” que o atual governo quer esclarecer, é a quantia em dinheiro financiada para obras em países como Cuba, Venezuela e Moçambique.
Devido à pressão dos órgãos públicos, desde 2015 o BNDES mantém um portal da transparência, divulgando os dados dos empréstimos realizados atualmente, e também em anos anteriores.
Entre as informações disponíveis, é possível consultar o ranking dos 50 clientes que mais captaram recursos nos últimos 15 anos, e também filtrá-los por períodos de três anos em três anos (veja arte).

O que é o BNDES?
O BNDES é uma entidade pública vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que atua para o financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia do Brasil.