O programa Tribuna do Povo da Rádio União entrevistou na tarde de quarta-feira, Dilmara Aparecida Baniski de Paula, presidente do Fumprevi e o diretor financeiro do fundo, Gilceu Gaertner. O debate sobre o fundo previdenciário municipal está acalorado por conta dos substanciais repasses do executivo para o Fumprevi. Somente em 2013 o repasse passa de 1,8 milhão. Para o ano que vem, segundo o cálculo atuarial chega bem perto de R$ 3 milhões.
A presidente declarou que hoje o “fundão é visto como o vilão”, mas lembrou que desde a criação prefeitos erraram nas alíquotas de contribuição. “Foi um absurdo criar um fundo de aposentadorias e pensões com 4% de contribuição”, disse. O diretor financeiro foi mais longe, afirmando que durante muito tempo o Tribunal de Contas não fiscalizou o que as prefeituras faziam com seus fundos de previdência. “Não se fiscalizava e os prefeitos tomavam empréstimos e não devolviam, não ajustavam as alíquotas de contribuição, sem contar o tempo em que o fundo ficou sem repasses por parte do Poder Executivo”, acusou sem citar nomes. Agora lamentam o engessamento da máquina, mas quando era para fazer alguma coisa, não o fizeram por medo da impopularidade com os funcionários municipais, sentenciou Gaertner.
Todos concordam que é preciso fazer mais. Estudar mais a fundo e fazer o cadastramento dos funcionários ativos e seus dependentes. “O cadastramento dos inativos já estamos fazendo”, contou Dilmara. Com dados atualizados e com o cruzamento de todos os índices, será possível redesenhar o cálculo atuarial. Os representantes do Fumprevi defender o repasse de imóveis do município para amortizar a dívida do fundão. Por fim os dois lamentaram a ausência do prefeito Pedro Ivo e do Vice, Jair Brugnago, e defenderam novas audiências públicas para debater o futuro do Fumprevi e o impacto na economia da prefeitura.