Governo do Estado inicia processo de regularização fundiária em Antônio Olinto

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Atualizado há 13 anos

cleacir dag noll emater regionalFormado por representantes das entidades pertencentes aos nove municípios que compõe a Associação dos Municípios do Sul do Paraná (Amsulpar), mais São João do Triunfo, o Território Vale do Iguaçu fez o lançamento dos trabalhos que visam regularizar a propriedade de terra, nesta quinta-feira (18) no município de Antonio Olinto. Nessa primeira parte de projeto, os municípios de São João do Triunfo e Cruz Machado também serão beneficiados. Em quatro anos, o projeto visa acertar todas as questões de propriedades de terra relacionadas à modalidade usucapião, em todo o Território.

O Instituto de Terras, Cartografia e Geociências (ITCG) é o gestor dessa atividade, por meio do Programa Pró-Rural, e se estende por oito territórios dentro do Paraná. Na região da Amsulpar o município escolhido para iniciar esse trabalho foi Antônio Olinto. De acordo com o Chefe Regional da Emater de União da Vitória, Cleacir Junior Dall Agnol, a escolha se deve a vários fatores. Dentre os quais, três se sobressaem: quase 90% da população está em área rural – dos pouco mais de oito mil habitantes do município, apenas pouco mais de mil residem na parte urbana do município –, possuí um baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e alto índice de pobreza.

O prefeito de Antonio Olinto, Fábio Staniszewski Machiavelli, ressalta que município tem sua maioria populacional na zona rural, segundo ele o município mais rural do Estado. Potencializados os sistemas de Faxinais. O prefeito salienta que se trata da realização do sonho de documentar a propriedade. No levantamento inicial cerca de 300 proprietários procuraram pelo serviço junto à Emater e ITCG, sendo que aproximadamente 90 serão atendidos, por preencherem o requisito do programa: usucapião.

amilcar cabral presidente itcgDe acordo com o presidente da Amsulpar e prefeito de União da Vitória, Pedro Ivo Ilkiv, muitos proprietários utilizam suas propriedades, mas ainda não tem as terras devidamente documentadas. “Essa questão deve ser acertada para dar dignidade aos agricultores e permitir a participação em programas sociais e de investimentos dos Governos Federal e Estadual”, explica.

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