Não é um, nem dois e nem três bebês, são seis, isso mesmo seis bebês! O que eles têm de diferentes? Muita coisa, são trigêmeos que recentemente nasceram aqui em União da Vitória. E se conheceram neste fim de semana.

Os maiores são da Eliane Hoinacki, história que já contamos aqui, eles nasceram em abril na Associação da Maternidade e Infância, APMI. O Rafael, Gabriel e Maria Luiza, que agora dividem tanto o espaço físico quanto o amor com os outros quatro filhos homens da Eliane, já estão com cinco meses, e se desenvolvendo muito bem.
Eles já estão com dobrinhas nas pernas, bochechas rosadas e até já se comunicam. A mãe que não era de primeira viagem da conta dos pequenos com maestria, conhece a rotina e as manias de cada um. Um dos meninos por exemplo, adora dormir no carrinho.
Já os menores com pouco mais de dois meses são da Giovana Morais, que depois de 16 anos engravidou e para a surpresa da família, uma gravidez trigêmea, dois meninos e uma menina. Para o casal, a primeiro ultrassom já trouxe a surpresa. “Em 26 dezembro confirmei minha gravidez e no dia 04 de fevereiro fiz meu primeiro ultrassom. Foi aí que o doutor perguntou se eu já tinha filhos e também se eu e meu marido estávamos entendendo as imagens do ultrassom…aí meu marido perguntou se eram gêmeos? Aí o doutor falou não, são trigêmeos… aff só olhei para meu marido é fiquei sem palavras” contou Giovana.

A Ana Vitória (1,575kg), o Leonardo Cristian (1,490kg) e o Pedro Arthur (1,750kg) chegaram no dia 2 de julho no Hospital de Mafra. Giovana mora em Porto União e precisou de um atendimento mais específico, por isso, o parto foi feito no município do planalto norte catarinense que tem UTI Neo. Porém, todo o pré-natal foi feito em Porto União. Os tri vieram ao mundo de 32 semanas e seis dias.
Um dos bebês, o Leonardo teve algumas complicações, foi o menor ao nascer e precisou passar alguns dias entubado na UTI. Depois de tudo isso, os médicos descobriram que os três são alérgicos a proteína do leite.
Para a mãe a volta para casa dia 3 de agosto foi dividida, pois o pequeno Leonardo precisou ficar mais tempo no hospital. Para atender toda a logística a Giovana voltou para casa com o Pedro e a Ana. Já o marido, ficou com o pequeno Leonardo. Os médicos acreditavam que ele precisaria passar por uma cirurgia para conter uma bactéria instalada no intestino.
No dia 10 de agosto, o pequeno foi para um hospital de Joinville, e no dia dos pais, a cirurgia aconteceu. Nem os especialistas sabiam ao certo o que encontrariam. Foram seis horas de cirurgia, o intestino do menino estava grudado no baço e as bactérias causaram problemas mais graves. Ele ficou alguns dias internado na UTI, mas agora já está em casa e ao longo dos anos vai precisar passar por outros procedimentos. “Ele é o nosso guerreirinho, já está em casa com os irmãos”, comenta a mãe.
Eles ainda precisam de cuidados especiais, afinal, foram bebês prematuros. O Léo usa uma bolsa e com ele o cuidado precisa ser redobrado. Mas a família tira de letra aprendendo cada dia mais uns com os outros.
A gravidez não foi fácil. Por serem três bebês o cuidado era mais do que dobrado. Giovana parou de trabalhar para se dedicar exclusivamente aos filhos. Ela que trabalhava como cabeleireira, ficou de repouso a gravidez toda. Segundo ela, depois do quarto mês, tudo ficou ainda mais complicado, pequenas coisas, de rotina, já estavam impossíveis de fazer.
Giovana conta que não precisou comprar nada para seu trio, tudo foi doado. Inclusive agora com o leite que precisa ser diferente, pela intolerância a lactose.
A lata desse leite, com 400 gramas, custa em torno de R$ 205 à 270. Recentemente a família fez uma campanha através das redes sociais, e aproximadamente dez latas do leite foram compradas, até que a prefeitura conseguiu atender após uma licitação. O leite não é encontrado aqui.
A família ainda não tem rotina, o pai dos bebês está em casa ajudando no dia a dia, mas está buscando um emprego, na época do nascimento ele abandonou tudo para cuidar dos filhos. As crianças ainda precisam de um acompanhamento diferente, consultas em Florianópolis e Joinville fazem parte dessas rotas.
A casa inclusive ganhou novos cômodos, com o anuncio da gravidez, dois outros quartos foram feitos. “Ainda está pequeno, mais tudo está se adaptando”, lembra a mãe.
Neste fim de semana a Eliane mãe dos tri de abril, foi até a casa da mamãe Giovana, para um bate papo diferente e uma troca de experiências.

Segundo médicos, a chance de um nascimento de gêmeos ou mais bebês gira em torno de 1 a 2% dos casos, algo bem raro. A probabilidade aumenta caso a família da gestante tenha histórico gêmelar, daí o índice sobe para até 15%. Isso quando falamos em gravides de forma natural, sem contar o implante de embrião ou inseminação artificial por exemplo. Mulheres com mais de 30 anos tem mais chance de desenvolver esse tipo de gestação.

Sabe aquela história de que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar, pois bem, o ditado popular não está tendo efeito por aqui. Já são três mulheres gravidas de tri gêmeos que tivemos conhecimento até agora. Os da Eliane – que nasceram em abril, os da Giovana que nasceram em julho e tem os da Jaqueline moradora do São Sebastião que devem nascer em janeiro.
Jaqueline, tem 22 anos, um filho de cinco e aguarda ansiosa a chegada dos pequenos. Ela está com um pouco mais de três meses de gravidez e ainda não sabe o sexo das crianças. “Por enquanto está tudo tranquilo, mas o doutor pediu bastante repouso, não posso me esforçar”, lembra a mais nova mãe de trigêmeos do Vale do Iguaçu.