
Com o objetivo de diminuir as filas nos atendimentos de urgência e emergência que tomam conta na maior parte dos Prontos Atendimentos do Paraná, a rede “Paraná Urgência” foi lançada em abril deste ano pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e pretende implantar mais Samus que atendam todas as 399 cidades do Paraná. Mas, há ainda algumas cidades que não possuem o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), como é o caso de União da Vitória.
E para resolver este impasse na saúde local, o diretor de Políticas de Urgência e Emergência da Sesa, Vinícius Filipak, veio à cidade ontem e explicou – por mais de duas horas – a prefeitos e funcionários da saúde local, o que é o Samu, a importância do primeiro atendimento feito por este serviço e também como instalar as unidades de saúde avançadas e básicas na região.
Segundo Vinícius Filipak, todos os prefeitos que compõe a Associação dos Municípios Sul Paranaense (Amsulpar) devem entrar em acordo para que o Samu seja instalado, pois se apenas um município quiser tê-lo não será possível. “Um município apenas não pode ter o Samu, pois os seus serviços devem ser prestados para a região, tendo como sede a cidade de Curitiba, no caso de União da Vitória.”
Por que ter o Samu
O atendimento básico é o primeiro passo para garantir que casos de urgência de menor complexidade possam ser tratados em unidades básicas. De acordo com Filipak, há três causas principais de morte no Estado: cardiovascular, neurovascular e trauma. E para cada caso existe um tempo pré-determinado para que o paciente possa ser atendido e submetido a um procedimento cirúrgico adequado. Para isso o Samu também conta com helicópteros e embarcações que atuam nos atendimentos.
Causas e tempo de atendimento do Samu até o procedimento cirúrgico:
Cardiovascular: atendimento instantâneo e cirurgia em 90 minutos;
Neurovascular: atendimento em uma hora e cirurgia em quatro horas e meia;
Trauma: atendimento em meia hora e cirurgia em 60 minutos.
Samu e UPA 24h
Para que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas realize seu trabalho deve haver no Ministério da Saúde um credenciamento do Samu atuante na cidade. Mas, apesar de a implantação do Samu em União da Vitória ainda depender da aprovação de todos os administradores municipais que fazem parte da Amsulpar, o chefe da 6ª Regional de Saúde (RS), Ary Carneiro Junior garante que em breve o Samu estará atendendo. “Com todos os prefeitos que conversei, todos concordaram em aderir os Serviços de Atendimento Móvel de Urgência. Sabemos que há um bom senso entre eles e por consideração ao atendimento do UPA 24h também será necessário que o Samu atue na região.”

Se aderir aos serviços União da Vitória terá que atender, em conjunto com todos os municípios da Amsulpar, e limitar-se à macro região que compreende Guarapuava, Iarati, Paranaguá, Telêmaco Borba, Ponta Grossa e tem como sede Curitiba.
Funcionários
Quando feita a contratação dos profissionais do Samu, logo começarão os trabalhos, mas caso este profissional não seja capacitado, deverá ser feito um treinamento continuado com os mesmos.
Em unidades de saúde básica terá à disposição apenas um técnico de enfermagem e um motorista. Já em unidades de saúde avançada terá um motorista, médico e enfermeiro.
Orçamento
O governo do Estado possui R$ 33,9 milhões para investimento em equipamentos e veículos do Samu, mas ainda não foi definido o número de ambulâncias que serão compradas. O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) terá 60 novas ambulâncias, somadas às 78 já existentes.
A pactuação ao serviço para União da Vitória deve ter custeio das unidades já atuantes, consórcios e também do Ministério da Saúde e Sesa.
“Para que tudo ocorra com tranquilidade os municípios devem trabalhar juntos e se dedicar ao projeto de implantação do Samu e sempre estar atento para que não haja erros de envio de pedidos e liberação de verba”, disse Filipak.
Na cidade se houver a adaptação ao serviço a partir de agosto todas as unidades deverão estar entregues e os municípios trabalhando. “Não quero que criemos o Samu e as ambulâncias fiquem paradas. É receber e começar a trabalhar”, finalizou.