
A informação de que a morte de uma idosa nesta sexta, 7, no São Braz, estaria associada ao fato do hospital não dispor mais de UTI, fez com que o Conselho Regional de Medicina (CRM) se manifestasse. O órgão teve acesso à notícia e por Nota Oficial, abordou o fato (leia na integra).
O caso
A idosa, com mais de cem anos, teria dado entrada no hospital com uma fratura e aguardava um procedimento cirúrgico.
Mas, por conta da falta do serviço no São Braz por conta de uma determinação do CRM, a idosa teria ficado em um leito normal.
Pela rede social, um dos netos da paciente, manifestou indignação antes do falecimento da familiar. No texto, ele questionava a falta de médicos e também o não-funcionamento da UTI.
Nota
O Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina – CRM-SC comunica que até o momento as providências tomadas pelo Diretor Técnico do Hospital de Caridade São Braz, de Porto União, não atenderam os critérios técnicos para que o setor de UTI seja desinterditado e retome o atendimento dos pacientes.
No último dia 30 de janeiro, o Setor de Fiscalização deste Conselho determinou interdição parcial do hospital, porque a Unidade de Terapia Intensiva oferecia risco aos pacientes, devido à falta de médico 24h para cobrir a escala de plantão e solicitou a transferência dos pacientes lá internados no período de sete dias para outros hospitais.
O CRM-SC informa, que o Hospital teve prazo para regularizar o número de médicos, bem como, as pendências burocráticas como, a inscrição dos profissionais médicos designados para os plantões junto a este Conselho, mas ainda não o fez. Também destacamos que a situação do Hospital está sendo acompanhada pela Promotoria de Justiça da Comarca de Porto União, que diariamente está atenta aos desdobramentos da medida determinada pelo CRM-SC.
Por fim, o CRM-SC reafirma sua preocupação com a boa prática da medicina e com a segurança e atendimento adequado da população à saúde. Entendemos que os cuidados da terapia intensiva vão além da estrutura física oferecida, e estão intimamente relacionados à qualidade da assistência e presença contínua de médicos devidamente habilitados junto ao paciente.