A DIC – Divisão de Investigação Criminal da Polícia Civil de Canoinhas prenderam um dos integrantes do PGC – Primeiro Grupo Catarinense, que está se ramificando na região. A prisão aconteceu no distrito de São Cristovão em Três Barras.
A Operação levou o nome de Expurgo e foi desencadeada com o objetivo de diminuir o poder do PGC na região. Um dos presos utilizou uma rede social e publicou uma provocação. “Quero ver me pegar na reta kkk. Erraram o pulo, meee… Que tristeza ver os maninhos presos”. Em menos de 24h o suspeito já estava preso fazendo companhia a seus “maninhos” na prisão.
Dez integrantes da facção criminosa foram presos na quinta-feira, 27, durante a Operação. Quatro foram presos por envolvimento com a facção e outros seis presos em flagrante por porte ilegal de drogas.
Os presos envolvidos com o PGC foram flagrados durante as investigações planejando o assassinato de dois policiais, um civil e o outro militar, que atuam na comarca de Canoinhas.
O ato vinha sendo planejado de modo covarde. A ideia era aproveitar a fragilidade do policial civil, já em idade de se aposentar e cumprindo serviços administrativos, para mandar um recado à Polícia Civil, que conforme o delegado Marlon Bosse deixou claro já no começo do ano, que prioriza o combate à facção.
No caso do policial militar, o alvo era um dos que mais atuam contra a facção nas rondas constantes feitas no distrito do São Cristóvão. A ideia era surpreendê-lo à paisana, quando não estivesse de serviço.
O Código Penal não prevê punição a quem fica apenas no planejamento de um homicídio, porém, no caso dos quatro detidos, as conversas interceptadas deixam claro o vínculo deles com o PGC.
O crime de organização criminosa está tipificado no artigo 2º da Lei 12.850/2013: “Promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa. Pena – reclusão, de três a oito anos, e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas.”
Segundo Bosse, as constantes investidas da Polícia Civil contra a facção criminosa têm enfraquecido a organização. Nos últimos dois anos foram mais de cem pessoas presas. “Chega um ponto que se torna caro manter a facção aqui”, explica se referindo aos líderes estaduais do PGC que, sempre que uma liderança é presa em Três Barras, uma nova liderança precisa ser formada.
Questionado sobre a dificuldade de se expurgar de vez o PGC do São Cristóvão, Bosse argumenta que o problema é o tráfico de drogas, que sustenta a facção. “A facção existe por causa do tráfico, que por sua vez é mantido pelos usuários. Mas podemos dizer que a facção já está bastante enfraquecida por causa do nosso trabalho. A tendência é eliminá-los aqui. Esse é o nosso objetivo”, afirma.
No caso das prisões de quinta-feira, 27, o juiz criminal Fernando Curi manteve os acusados presos depois de passarem pela audiência de custódia nesta sexta-feira, 28.
