Ela nunca necessitou tanto de algo tão simples, prático, gratuito e que oferta amor ao próximo. Gabriela Furlan Chudzinski sente falta é de ABRAÇOS. A jovem que é moradora de Porto União, mergulhou de cabeça em um intercâmbio cultural no Norte da Itália – neste ano, e está prestes a completar um mês de isolamento social, em razão do novo coronavírus – a Covid-19. Distante da família e dos amigos brasileiros, Gabriela é quem fortalece à todos e a si mesma com palavras de otimismo, tão pouco deixa de sorrir; um belo sorriso que estampa nas fotografias e que envia pelas redes sociais para confortar aqueles que estão na sua cidade natal.

Gabriela lembra que a Itália é o país com maior número de mortos pelo novo coronavírus. Superou a China no dia 19 de março, quando o número de pessoas mortas chegou a 3.405.
“Estou em Trento. Primeiramente nós (colegas de intercâmbio) não estávamos acreditando que a situação viraria esse caos que tomou o mundo todo. As aulas estavam sendo suspensas por dois ou três dias, porém a área central da cidade, até então, estava normal. Aqui, na região onde eu estou, não tem muitos casos da doença, talvez por ser menos turística”, conta.
Num país em que a população tem a fama de falar alto, o silêncio agora predomina nas ruas das zonas mais afetadas pelo surto. Gabriela conta que por lá, as aulas nas escolas foram suspensas e o comércio praticamente não abre as portas. Alguns cursos, como é o caso de Gabriel, acontecem on-line, mas sem previsão de retorno.
A jovem está segue em isolamento social.
“Estou sem sair de casa. Se sair, é para ir ao mercado e só! Para a gente sair de casa é preciso preencher um documento informando onde estamos indo. Caso a polícia nos pare, e estivermos sem esse papel, acarreta multa e podemos até ser presos”, explica.
A jovem, de 21 anos, mora em uma residência estudantil e divide a cozinha – hoje, com quatro pessoas vindas da Albânia, Irá e da Etiópia”.
“Estávamos em um grupo maior, mas os estudantes foram embora porque são de outros lugares da Itália e agora estão isolados nas suas cidades”.
A estudante não tenho previsão de retorno para o Brasil. Dentro de casa, o tempo é preenchido com várias atividades.
“Estou muito preocupada com o Brasil e com os meus familiares e amigos. Nos falamos umas cinco vezes por dia. O tédio é grande, mas estou me exercitando e cuidando do meu corpo e da mente”.
TERAPIA DO ABRAÇO
Pesquisadores da Universidade Médica de Viena (Áustria) concluíram em estudo de 2013, que o abraço faz muito bem para a saúde física e mental. A pesquisa apontou que, além de fazer bem, abraçar (e ser abraçado) reduz o estresse, o medo, a ansiedade e a pressão arterial.
Abraçar alguém que gostamos pode reforçar as relações e aumentar a autoestima. Outros resultados semelhantes sobre o poder do abraço foram obtidos em um estudo feito por pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte (EUA). A pesquisa concluiu que, após abraços com parceiros, as mulheres tendem a reduzir mais facilmente a pressão sanguínea.
Conforme os pesquisadores, esse efeito cardio protetor da ocitocina (liberada durante o abraço e que é conhecida como “o hormônio do amor”) pode ser maior para as mulheres porque elas têm níveis de cortisol (liberado pelo corpo em situações não agradáveis e conhecido como “o hormônio do estresse”) mais baixos do que os homens.
Um recente estudo da UK’s Manchester Metropolitan University, da Inglaterra, concluiu que abraços frequentes reforçam o sistema imunológico, aumentando os níveis de hemoglobina (pigmento do sangue responsável por transportar o oxigênio aos tecidos de todo o corpo) no organismo.
