OMS estabelece critérios para países deixarem a quarentena

Órgão lista seis pontos para processo e reforça que distanciamento precisa ser lento e gradual

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Atualizado há 6 anos

O guia completo com as orientações aos sistemas nacionais de saúde será publicado ainda nesta terça-feira, 14, mas, durante entrevista coletiva, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse que para começar a amenizar as regras de distanciamento social, é preciso ter a transmissão controlada e outros cinco condições. Os critérios para o relaxamento de medidas de distanciamento social adotadas pelos países como resposta à propagação do novo coronavírus foram revisadas e agora, reúnem alguns pontos para que o processo aconteça.
De forma geral, o relaxamento das quarentenas precisa ser lento e gradual, uma vez que “a curva de contágio do vírus cresce rápido, mas diminui muito mais devagar”, afirmou o diretor-geral Tedros Adhanom nesta segunda, 13. A palavra central, para a OMS, é “controle” sobre as infecções.

“Só podemos dizer o que sabemos e só podemos recomendar o que sabemos”.

Na avaliação da OMS, o fim da quarentena terá de vir acompanhada ainda por uma mudança no comportamento das sociedades por meses ou até anos. Quarentenas não podem ser encerradas de um dia para o outro, é o grande ponto do entendimento da Agência.

Seis critérios
Para a OMS, a primeira questão que precisa ser levada em conta é ter dados que confirmem que a transmissão do coronavírus está controlada. A segunda, é que o sistema de saúde do País tenha retomado sua capacidade para atender pacientes ao mesmo tempo em que testa possíveis novos casos, promove o isolamento de pessoas infectadas e identifica outras que podem ter tido contato.
Outro ponto para relaxar as quarentenas, é que os locais de risco estejam sob controle estrito, como por exemplo unidades de saúde e casos de repouso. Além disso, é necessário que medidas de proteção estejam sendo tomadas em locais de trabalho, escolas e outros locais que possam voltar a ter atividades. O manejo de casos importados também precisa ser mantido.
O sexto critério é que as comunidades estejam cientes e engajadas para seguir as novas medidas.

OS SEIS PONTOS

• Controle da transmissão
• Oferta suficiente de serviços médicos e de saúde pública
• Minimização dos riscos de um novo surto
• Medidas preventivas em locais essenciais, como escolas, locais de trabalho e outros
• Controle dos riscos de importação do vírus
• Participação ativa das comunidades

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