A mais recente ‘bomba’ de avanço no tratamento da Covid-19, é de que a pneumonia não é unanimidade em pacientes com a doença. Existe, dizem algumas informações, doenças silenciosas que, podem matar, mas sem dar sinais. Numa terceira vertente, porem misturada no mesmo conteúdo, aparecem ainda as autópsias, necessárias como dinâmica de detecção dos efeitos no organismo do novo coronavirus. Será mesmo?
Em uma aldeia global como é o mundo, as informações são repassadas com velocidade, exatamente na contramão das pesquisas, especialmente neste caso tão recente, descoberto há apenas quatro meses.
Junto com a luta contra a Covid, entra a guerra contra as notícias falsas. O responsável pelo melhor programa do mundo contra noticias falsas contou à revista Veja, como as mentiras são perigosas. A entrevista está nas páginas amarelas da edição de 25 de março deste ano. Já na primeira pergunta, Jussi Toivanen, chefe de comunicação da primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin, afirma que as a informação falsa tem dois objetivos: causar confusão e desconfiança.
“O fato é que crises mundiais como esta estimulam esse tipo de atividade nas redes sociais”. Jussi reforma o poder da boa imprensa. “A confiança na mídia tradicional é um dos melhores antídotos contra a disseminação de falsas informações”.
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Bem escrita e com elementos que supostamente dão credibilidade, o mais recente texto falso em circulação, é uma mensagem que diz que autópsias em corpos de vítimas da Covid-19 em Bergamo, na Itália, revelaram que a doença não mata por provocar pneumonia. O texto aponta também que o novo coronavírus, mesmo em casos graves, pode ser tratado em casa, com antibióticos, antivirais, anti-inflamatórios e anticoagulantes.
O texto chegou também à rede Globo que no G1, classificou o material como mentira. “A mensagem falsa afirma que o que se sabia sobre a doença provocada pelo novo vírus até o momento estava errado, e que os exames cadavéricos fizeram médicos italianos alterarem os protocolos de tratamento dos doentes. Afirma ainda que não são necessários ventiladores para salvar os doentes nem sequer monitoramento em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Nada disso é verdade”, diz parte da reportagem.
Os especialistas ouvidos pela emissora dizem que a doença é respiratória, sim, e pode causar pneumonia, se agravada.
“Não houve qualquer mudança de rumos no tratamento a que os pacientes vêm sendo submetidos. Casos críticos não podem ser manejados em casa, apenas os leves, como vem sendo divulgado pelas autoridades de saúde. Segundo os médicos entrevistados, informações verdadeiras foram manipuladas para ganhar um ar de novidade e acabaram misturadas com outras totalmente falsas ou sem qualquer embasamento científico”, continua o material.
Novas páginas
Apesar de ser uma mentira, estudos comprovados e noticiados de maneira correta, caminham em direção da detecção de outros sintomas e até mesmo da adoção de novos protocolos no enfrentamento da Covid-19 A entubação por exemplo, usada precocemente nos pacientes, está tendo seu uso retardado (e sendo usada apenas em casos terminais), dando espaço para outras medidas.
Por outro lado, é real o que os médicos e pesquisadores do mundo todo já sabem: o pulmão não é o único, mas é o órgão mais afetado pela doença. É certeza também, que o isolamento social segue como principal medida de controle.
“A higiene, o isolamento, o uso das máscaras, isso ajuda e muito! “A vida continua. Já passamos por outras epidemias mas as pessoas precisam se proteger”, diz o secretário da Saúde em União da Vitória, Ary Carneio Junior.