O mundo ainda aprende com a Covid-19 e dentro dessa tarefa exaustiva, já está batendo à porta a dura missão de escolher. E para nortear os profissionais de saúde em como agir dentro do colapso, a Associação de Medicina Intensiva Brasileira e a Associação Brasileira de Medicina de Emergência lançaram o ‘Protocolo de alocação de recursos em esgotamento durante a pandemia por covid-19’, com uma tabela de critérios que devem ser observados na tomada de decisão.
Elas devem se nortear, basicamente, por três critérios: gravidade, maior grau de sobrevida e capacidade do paciente. Na primeira versão do documento, lançada no fim de abril, em vez de capacidade funcional, era levado em conta a idade do paciente. Entretanto, uma revisão feita retirou o critério e resultou num relançamento do documento.
O portal UOL reproduziu os critérios. Em caso de empate de pontos, diz o protocolo proposto, deve ser usada a seguinte ordem de escolha: menor pontuação do Sofa e julgamento clínico da equipe de triagem. Ainda, segundo o documento, para fazer a triagem, o médico deve “manter medidas de estabilização clínica” dentro de um período de 90 minutos e manter uma “revisão regular dos critérios de triagem de cada paciente, incluindo a atualização das pontuações já que elas podem variar com a evolução do quadro”. Já os pacientes que foram preteridos de um leito de UTI não devem ficar desassistidos.
Veja quais são as estratégias.
SALVAR VIDAS
Usando o escore Sofa (Sequential Organ Failure Assessment), que avalia uma série de parâmetros de dados vitais. Quanto maior essa pontuação, menor a chance de sobreviver (vai de 1 a 4 pontos)
SALVAR MAIS ANOS DE VIDA
Avaliando a presença de comorbidade grave com probabilidade de sobrevida inferior a um ano (caso isso ocorra, soma-se 3 pontos à conta)
CAPACIDADE DO PACIENTE
Por meio da escala de performance funcional Ecog (Eastern Cooperative Oncologic Group). Nesse caso, o paciente é avaliado em uma escala que vai de “completamente ativo” até “completamente incapaz de realizar auto-cuidados básicos