Produtos eróticos têm alta nas vendas em tempo de isolamento

Profissionais do ramo comemoram salto e estão otimistas para o Dia dos Namorados

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Atualizado há 6 anos

(Foto: Reprodução).
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A brincadeira vai além de mandar “nudes” para o companheiro, para a companheira. Em tempo de pandemia, as mensagens trocadas entre casais, especialmente os solteiros, são mais picantes e entre quatro paredes, sobra criatividade.

Na contramão dos relacionamentos que se esgotam por conta da convivência, alguns não só vão bem quanto melhoraram – e muito. O isolamento parece ter instigado e quebrado tabus dentro do universo sexual. E, acabam lucrando com o momento são as empresas e profissionais que trabalham com a venda de produtos eróticos. Não que quem está com o relacionamento estável dependa dos brinquedinhos e géis, mas quem gosta ou está começando a gostar, faz a festa – a sua, e a dos vendedores.

A Covid tem lá suas vantagens. A máscara, por exemplo, agora tão comum, ainda é objeto de fetiche entre alguns casais. Não saber quem é o outro ou qual é sua expressão naquele momento íntimo, pode turbinar a relação. E até mesmo as máscaras de saúde, essas comuns do cotidiano, vêm sendo customizadas para deixar o romance mais singular.

Roseli Maia é vendedora de produtos eróticos. Ela conta que neste período de pandemia, máscaras com desenhos das genitálias, tem tido grande procura. “As clientes estão encomendando, querem usar ou dar de presente para as amigas”, conta, animada.

Na loja de Roseli, além das máscaras, produtos já conhecidos no mercado tiveram suas vendas redobradas nesse período de confinamento. E aí, vai do gosto e bolso do cliente. Um gel térmico beijável, por exemplo, custa R$ 10. Já o vibrador acionado por Bluetooth, sai mais caro. Os queridinhos, tem preços populares e seguem no ranking há muito tempo: as calcinhas tailandesas, as bolinhas que estouram na vagina e os eggs, um masturbador em forma de ovo que pode ser usado por homens e mulheres.

Thaís fotografou para Crislaine: “Tem mulheres que renascem depois do ensaio sensual”
Thaís fotografou para Crislaine: “Tem mulheres que renascem depois do ensaio sensual”

Neste momento tão peculiar, outros produtos eróticos ganham atenção. E isso vai além dos óleos de massagem, cremes excitantes, géis para aquecer ou gelar, anestesiar e jogo de cartassensual. Fotografia sensual é outro nicho com potencial. Crislaine Kleinubing é fotografa na região e atende especialmente mulheres que buscam levantar a auto-estima.

“Tem mulheres que renascem após um ensaio sensual e me enviam depoimentos marcantes, incluindo até mesmo o marido ou namorado aprovando o resultado”, conta. Para o Dia dos Namorados, a expectativa da profissional é grande, já que o ensaio está sendo opção de presente. “Inclusive muitas querem fazer um ensaio junto com o namorado para ter algo bem o estilo deles”.

Mercado próspero

Conforme a Associação Brasileira do Mercado Erótico (Abeme) esse comércio movimenta cerca de R$ 1 bilhão por ano. Ainda segundo dados da entidade, Minas Gerais é o terceiro Estado que mais consome esses tipos de produtos (11%), ficando atrás apenas de São Paulo (33%) e Rio de Janeiro (16%). A Abeme prevê que o comércio de vibradores e brinquedos do gênero, poderá crescer até 12% devido ao isolamento social.

(Foto: Reprodução).
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O aquecimento desse nicho, no entanto, está longe de ser um fenômeno exclusivamente brasileiro. Com medidas de restrição mais severas na Europa, grandes companhias do setor, como a marca de vibradores sueca Lelo, passaram a dar descontos de até 25% em uma peça publicitária que incentiva os consumidores a não sair de casa.

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Na Dinamarca, a venda de brinquedos sexuais dobrou depois da quarentena. Apenas na primeira semana de abril, a Sinful, maior comerciante nórdica de produtos eróticos, registrou um boom de 110% nas vendas. Nos Estados Unidos, a marca de sex shop Bellesa anunciou a doação de milhares de vibradores como forma de incentivar as mulheres americanas a ficar em casa.


PODCAST

Em setembro do ano passado, o portal Vvale já havia falado sobre o mercado sensual mas, mais franco, abordou um tema delicado: a falta de desejo sexual. Para falar sobre o assunto, a reportagem da CBN Vale do Iguaçu ouviu a ginecologista Erica Mantelli. De acordo com a especialista, não  ter um orgasmo é um fenômeno inerente à vida moderna, pois as mulheres de algum tempo atrás, não exteriorizavam essa queixa.

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